| , Marina Lima segue encontrando novas formas de colocar suas ideias em movimento. Lançado em março deste ano nas plataformas de streaming, Ópera Grunkie terá uma edição especial em vinil pela loja NRC+. Já em pré-venda, o kit traz um LP azul translúcido e um livreto especial com as letras das músicas e os créditos do álbum. Dividido em três atos, o trabalho reúne composições inéditas, diferentes encontros e algumas surpresas. A produção musical é assinada pela artista, em parceria com Arthur Kunz, Edu Martins e Thiago Vivas. Ao longo do álbum, ela transita por referências que vão do house e do reggaeton ao samba e ao pop rock que marcou sua trajetória desde os anos 1980. O foco na poesia é um dos destaques do projeto. “Grief-stricken”, poema de Antonio Patriota, aparece no primeiro ato. Na sequência, “Perda” reúne trechos de poemas de Antonio Cicero, irmão de Marina, que faleceu em 2024. “Eu tinha muita coisa pra falar. A partida do Cicero não podia passar em branco. A forma como ele foi embora me deu ainda mais admiração e orgulho por ele”, reflete a artista. A faixa conta ainda com as participações do filósofo e professor Fernando Muniz e dos membros da Academia Brasileira de Letras Antônio Carlos Secchin e Eduardo Giannetti. Ópera pop de Marina Lima homenageia Antonio Cicero e critica a careticeAo longo das 12 faixas, Marina também divide espaço com artistas de diferentes gerações e linguagens. Ana Frango Elétrico participa de “Um dia na vida”, enquanto “Samba pra diversidade” é dedicada ao DJ e produtor Badsista, ao rapper Marcelo D2 e à cantora Maria Bethânia. Já “Collab Grunkie”, com Laura Diaz, da banda Teto Preto, começou a tomar forma a partir de um chamado nas redes sociais, que recebeu mais de 800 projetos enviados por fãs. A base escolhida foi a do músico Eraldo Palmero, mas outros nomes se somaram à faixa. Fernanda Montenegro, amiga de longa data de Marina, passou a fazer parte desta música por meio de um áudio que a atriz enviou à cantora pelo WhatsApp. Mano Brown e Joyce Pascowitch completam a lista de participações. Mas, afinal, quem são os grunkies? A expressão foi popularizada pela cantora carioca para falar sobre a comunidade que se formou ao seu redor e que também apareceu no documentário Uma Garota Chamada Marina (2019), de Candé Salles. O filme é dedicado a essa tribo, descrita a partir de características como liberdade, inteligência, talento e coragem. “São pessoas que parecem comigo, que pensam como eu e que querem fazer a diferença no mundo. Não importa se você tem 20, 30 ou 60 anos, a vida é um desafio constante. Você não cresce no conforto, você evolui tentando melhorar e progride com os erros”, reflete a compositora. Na reta final do disco, Adriana Calcanhotto participa de “Chega pra mim”. A faixa antecede “Finale (Brahma Chopin)”, que encerra os três atos de Ópera Grunkie. Entre novas composições, colaborações, poesia e releituras, Marina continua encontrando maneiras de ampliar a própria tribo. |