Mestre do blues, morre o guitarrista John Hammond

Com informações do site Best Classic Bands

A estética era folk, mas a alma era totalmente blues. John Hammond tocava violão e gaita com paixão e superava a voz não tão longa com interpretações viscerais. Quase caía d cadeira nos blues mais expansivos e dinâmicos.

O violonista e gaitista John Hammond, filho de um famoso produtor musical com o mesmo nome, morreu neste final de semana aos 83 anos; Sua importância como músico é enorme, mas também como agitador cultural impulsionador de carreiras, como atesta o guitarrista brasileiro Igor Prado.

Em suas redes sociais, Prado relembrou de como Hammond era generoso durante uma turnê do americano pelo Brasil, onde o brasileiro e sua banda fizeram a abertura, em 2003. Generoso e gentil, transbordava música e arte e tinha paixão por ensinr.

Também conhecido como John P. Hammond e John Hammond Jr para se diferenciar do pai. Quando comparado a Bob Dylan nos anos 60 nos cantor mais agitados de Nova York, costuma brincar: Cano melhor, sou mais belo e faço um blues que vem da alma. Bob é folk e o faz muito bem.”

Não houve anúncio oficial da morte ou detalhes sobre causa e local de sepultamento. Amigos mais próximos receberam um recado pelo Facebook enviado pela mulher do músico, Marla.

O jovem Hammond começou a tocar guitarra no ensino médio e passou a se apresentar com blues acústico no estilo tradicional. Ele se profissionalizou após abandonar a Antioch College, em Ohio, e assinou com a Vanguard Records em 1963,

Seu álbum de estreia tinha músicas de artistas de blues como Muddy Waters, Lightnin’ Hopkins e Robert Johnson, além de “Maybellene”, de Chuck Berry. Durante sua longa carreira, Hammond, que também tocava gaita, lançou mais de 30 álbuns, a maioria fiel aos seus estilos de blues favoritos. Um álbum, no entanto, “Wicked Grin”, de 2001, consistia quase inteiramente de covers de músicas de Tom Waits.

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