O guitarrista Ross “The Boss” Friedman, conhecido por seus trabalhos com o Manowar e também com o The Dictators, morreu aos 72 anos. A notícia foi confirmada por meio de um comunicado publicado nas redes sociais do Metal Hall of Fame, pouco mais de um mês após o músico revelar que havia sido diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica (ELA), também conhecida como doença de Lou Gehri O diagnóstico da doença havia sido divulgado no início de fevereiro. Segundo sua assessoria, os primeiros sinais surgiram meses antes, com sintomas como fraqueza nas mãos e nas pernas, inicialmente atribuídos a pequenos derrames. No entanto, mudanças de rotina e tratamentos não conseguiram conter o avanço da condição. Ao longo da carreira, Friedman participou de seis álbuns do Manowar, incluindo trabalhos marcantes como Battle Hymns (1982), Into Glory Ride (1983), Hail To England (1984) e Kings Of Metal (1988), este último antes de sua saída da banda. Antes disso, já havia deixado sua marca no punk com o The Dictators, participando de discos como Go Girl Crazy! (1975), Manifest Destiny (1977) e Bloodbrothers (1978), ajudando a pavimentar o caminho do gênero ainda antes da popularização de nomes como Ramones, The Clash e Sex Pistols.
– Oito anos após o aclamado álbum Eonian, os titãs noruegueses do black metal sinfônico, DIMMU BORGIR, retornam com uma nova e imponente obra: Grand Serpent Rising. Com lançamento previsto para 22 de maio pela Nuclear Blast Records, o álbum apresenta treze faixas punitivas e extraordinariamente diversas, que reafirmam o status da banda como uma das forças mais formidáveis da música extrema. Grand Serpent Rising foi gravado em Gotemburgo com o renomado produtor Fredrik Nordström, cujo histórico com a banda inclui marcos como Puritanical Euphoric Misanthropia e Death Cult Armageddon. A colaboração captura novamente a banda em sua forma mais expansiva e feroz, mesclando a grandiosidade orquestral com a intensidade implacável do black metal.
– A Katarse lançou seu EP de estreia, “Consumidos Pela Fé”, reafirmando a proposta de usar o death metal como ferramenta de crítica social iniciada com o single “Coronéis do Povo”. Com letras em português e uma abordagem direta, o lançamento mergulha em temas sensíveis da sociedade contemporânea brasileira, expondo injustiças, contradições e conflitos que atravessam o cotidiano do povo.
Ao longo das faixas, o EP constrói um discurso contundente contra injustiças sociais, hipocrisia política e religiosa. O título faz referência direta à música “Malditos Profetas”, que aborda de forma contundente o papel de grandes lideranças religiosas e sua relação com poder e manipulação da fé. Essa narrativa também se reflete na arte de capa, que retrata um povo humilhado e sofrendo, enquanto a alta burguesia se sustenta por meio de uma religiosidade hipócrita. Musicalmente, o trabalho se desenvolve em uma sequência conceitual, indo da crítica à religião em “Malditos Profetas”, passando pelo retrato do sofrimento popular em “Fome e Dor”, “Brasil Humilhação” e “Coronéis do Povo”, culminando em “Imoral”, faixa mais crua e visceral, onde a raiva e a revolta acumuladas explodem sem filtros. Ouça o EP “Consumidos Pela Fé” em todas as plataformas de streaming ou pelo link a seguir: https://open.spotify.com/intl-pt/albAZsqfKVezMEKCPgjl5G?si=nDrZz