– A banda paraense Rhegia, formada por Bianca Palheta (vocal), Saulo Caraveo (guitarra), Naoto Shibata (baixo), Amanda Alencar (vocal e violoncelo) e Michel Machado (bateria), apresenta “Artificial Lights”, segundo single do álbum “The Mirror of Light”, previsto para chegar às plataformas digitais até o fim do primeiro semestre. “Artificial Lights” retrata uma Amazônia futurística dominada por máquinas e inteligências artificiais, onde devastação ambiental, exploração mineral e artificialização da natureza moldam o cenário narrativo das músicas. “A letra aborda a realidade de árvores artificiais, uma natureza sintética e até mesmo um sol artificial. Ela reflete sobre um momento-chave vivido pelo mundo, marcado por guerras e profundas transformações climáticas, inserindo essa narrativa em um contexto de alerta e reflexão sobre o futuro da humanidade e da natureza”, analisa o guitarrista Saulo Caraveo.
O single, que teve a arte da capa desenvolvida pela artista Márcia Gutierrez, historiadora, mestre em comunicação em linguagem e cultura, sucede “The Mirror of Light” e integra a trilogia iniciada com “Shadow Warrior” (2019) e continuada em “The Battle of Deliverance” (2023), que recebeu destaque entre os melhores lançamentos do ano pela revista Roadie Crew. Confira o videoclipe de “Artificial Lights”, produzido e editado por Rodolfo Barros e Saulo Caraveo, em https://youtu.be/sjbFZrOujgo
– A banda americana Greet Van Fleet disponibilizou uma nova música. Chamada “Play Your Games”, a canção chegou na última sexta-feira (29) e marca o primeiro lançamento do grupo em três anos. A faixa foi gravada em Tennessee, nos Estados Unidos, e produzida pela própria banda ao lado de Mike Elizondo (Linkin Park, Fiona Apple, Turnstile, Mastodon e Sheryl Crow). Segundo comunicado, o single acabou inspirado por “uma das demos mais antigas resgatadas dos arquivos revisitados” e, por isso, “captura o espírito dos primeiros dias”. Escute em https://www.youtube.com/watch?v=CJsfI1QVBEM&t=2s
– Capsula disponibiliza em todas as plataformas de streaming, via OneRPM, “Dopamina”. O single é uma primeira amostra do equilíbrio entre os grooves de Haroldo Ferretti (bateria – Skank) e Lelo Zaneti (baixo – Skank), as texturas sensoriais das guitarras de Fernando Americano (guitarra – thesurfmotherfuckers, Penélope) e a interpretação densa e magnética de Érika Martins (voz – Penélope). “Dopamina” transita pelo pop, o rock e o reggae e é uma crônica moderna sobre a exaustão digital e a ansiedade das notificações. A Capsula nasce de algo raro nos dias de hoje: tempo, convivência, afinidade criativa e o desejo de fazer música sem pressa. A história começou como uma coincidência típica de Belo Horizonte (a cidade onde todos se encontram!). Um almoço de família, conexões improváveis entre vizinhos, parentes e músicos que frequentavam os mesmos círculos havia décadas, mas raramente haviam dividido o mesmo espaço criativo. Em algum momento desse emaranhado mineiro de relações, surgiu o convite simples: “vamos fazer um som”. Durante um ano inteiro, Érika, Fernando, Haroldo e Lelo trabalharam silenciosamente nesse repertório. Um tempo quase impensável em uma indústria pautada pela urgência de lançamentos instantâneos. O quarteto se encontrava no Estúdio Bamboo — estúdio montado na casa de Haroldo Ferretti, cercado pelas montanhas de Nova Lima — experimentando ideias, trocando arquivos madrugada adentro, testando timbres, desmontando e reconstruindo canções. Em vez da lógica acelerada da “música de algoritmo”, feita para durar segundos em uma rolagem infinita, o Capsula surgiu da insistência no oposto: canções lapidadas lentamente, gravadas por mãos humanas e carregadas das imperfeições que tornam a música viva. Ouça em https://onerpm.link/capsula_dopamina