Magistry, Vocifer, João Rock…

Magistry (FOTO: DIVULGAÇÃO)

– A banda curitibana Magistry lançou recentemente o EP acústico The Delightful Companion. Com uma estética desplugada que conta com instrumentos como viola portuguesa e harpa, o disco valoriza a força harmônica e melódica das composições da Magistry. É o primeiro lançamento da banda desde o EP Venus Mellifera, que saiu em setembro do ano passado e combina elementos de gothic, doom e metal sinfônico, incorporando instrumentos como saxofones, trombones e trompetes. The Delightful Companion vai em um caminho mais oposto,  mais minimalista, mas mantendo o espírito criativo da banda em constante mudança. Atualmente, a banda trabalha em seu próximo álbum, Lord of the Seven Crossroads, que será inspirado na história do Exu Sete Encruzilhadas da Lira e trará mais uma reinvenção ao apresentar uma forte influência da música brasileira, misturando o metal sinfônico com toques de terreiro, fandango, samba, bossa nova, reggae e baião. O trabalho, que contará com convidados muito especiais que serão revelados em breve, está em meio à produção e tem lançamento previsto ainda para 2026.

– A Vocifer lançou o single “Coco Livre S/A”, uma releitura para uma composição do músico tocantinense, Genésio Tocantins. Conhecida por incorporar elementos da cultura amazônica e das tradições populares do Norte do Brasil à linguagem do Heavy Metal, a banda amplia mais uma vez os limites de sua proposta artística, transformando uma canção profundamente enraizada na identidade regional em uma poderosa manifestação de resistência cultural, memória coletiva e valorização dos povos tradicionais. “Coco Livre S/A” é uma celebração da quebra do coco babaçu como manifestação cultural e símbolo de resistência, exaltando essa prática também por meio do coco ritmo. A letra retrata, com a irreverência e a sagacidade característicos da oralidade popular, o cotidiano das quebradeiras de coco babaçu, cuja relação com o fruto transcende a subsistência econômica e se conecta diretamente à preservação ambiental, à organização comunitária e à manutenção de práticas e saberes transmitidos entre gerações. Em sua releitura, a Vocifer preserva o caráter popular da obra, unindo a força percussiva do coco, a tradição das quebradeiras de babaçu e o peso do Heavy Metal, promovendo um poderoso sincretismo musical e cultural, reforçando mais uma vez seu compromisso em dar visibilidade a narrativas frequentemente negligenciadas no cenário cultural brasileiro, ao mesmo tempo em que contribui para perpetuar o legado rítmico de sua região. Ouça a versão da Vocifer para “Coco Livre S/A” pelo link abaixo:

– O Concurso de Bandas do João Rock 2026 já tem seus três finalistas. As bandas A Graxa, de São Paulo (SP), Lizium, de Niterói (RJ), e Vaine e Funkse, de Uberlândia (MG), venceram as seletivas e, agora, se apresentam ao vivo na etapa decisiva do projeto, no dia 18 de julho, em Ribeirão Preto. O vencedor integrará o line-up do Palco João Rock, no dia do festival, marcado para o dia 1º de agosto. Representantes da capital paulista, A Graxa reúne influências do rock, rap, hip hop e MPB em canções que abordam temas do cotidiano através de histórias reais, mensagens de reflexão e incentivo à realização dos sonhos, o que motivou o título do primeiro álbum “O Importante É Ser Feliz”.

  De Niterói (RJ), a Lizium leva para a final uma sonoridade que passa pelo rock psicodélico, pop rock, funk rock, reggae, MPB, rap e rock brasileiro. Formada em 2022, a banda nasceu do reencontro de amigos que se conheceram ainda na adolescência e compartilham o desejo de apresentar ao público uma identidade musical construída a partir das diferentes referências de seus integrantes.  Já a banda Vaine e Funkse, de Uberlândia (MG), está entre os finalistas com um trabalho que une rap, soul e funk em uma experiência para além da música. O projeto “Vaine e Funkse Ao Vivo”, registrado recentemente no audiovisual, traz composições autorais, intervenções do DJ Genuíno e performances de b-boys e b-girls.

– 

Compartilhe...