Peppino di Capri é frequentemente retratado como o nome mais importante e histórico do rock italiano, ao lado de Rita Pavone. É preciso respeitar, mas pe preciso também injetar uma boa dose de boa vontade para engolir tal definição. Morto aos 86 anos Peppino é certamente o nome emblemático da música pop italiana, mas incluí-lo no rock é um pouco demais…
Expoente da típica aura italiana de sensibilidade, Peppino di Capri se tornou um gigante da música europeia ao entoar hinos de evidente viés brega como “Champagne” e “Roberta”, hits românticos mundiais que embalaram namoro e casamentos sobre tudo nos anos 60.
Atento ao mercado, incorporou elementos do jazz e do rock ao seu som a partir de 1963, após o lançamento de “Roberta”. Associou-se a uma banda d apoio chamada Rockers e ampliou o contado com artistas estrangeiros que passavam peça Itália, como ocorreu em 1965 com os Beatles.
O quarteto de Liverpool passou naquele ano por Gênova, Milão e Roma e em todos os shows Peppino di Capri fez a abertura, com ótimos resiltados e elogios de Paul McCartney. Esperto, tornou as músicas mais aceleradas e adicionou mais guitarras, nas condições técnicas possíveis. Sem oportunismo, fez adaptações na apresentação e ficou ainda mais importante.
O cantor italiano foi um do s gigantes da música pop de todo os tempos, mas qualifica-lo como um artista de rock é um exagero.