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 Marcelo Moreira

Um ano que começa com a morte de um gênio como Neil Peart e termina com a partida de um mestre como Leslie West não pode, jamais, ter sido bom para o rock, por mais que obras-primas tenham, surgido, o que não foi o caso.

De forma resumida e rápida, vamos listar algumas das mais sentidas perdas para o rock neste ano de 2020, até como forma de reagir à pandemia e ao isolamento social e homenagear grandes nomes da música.

Eddie Van Halen (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Eddie Van Halen: gênio da guitarra, o mais influente instrumentista depois de Jimi Hendrix no rock, praticamente criou uma nova forma de tocar. Ele e sua banda reinventaram o rock pesado em meio ao turbilhão punk e a praga da disco music. O guitarrista holandês tinha superado um câncer na boca no início do século, mas viu a doença voltar há alguns anos e se espalhar. Morreu aos 65 anos de idade nos Estados Unidos.

Neil Peart – frequentemente eleito como melhor baterista de todos os tempos, ou pelo menos do rock progressivo, Peart já começava a sentir efeitos de várias enfermidades quando o seu Rush encerrou a turnê de 2015 e, dois anos depois, a contragosto, seus companheiros anunciaram o fim do grupo canadense. Eclético, versátil e genial, tocava com tanta dedicação e paixão que seus pares sentiam inveja de tamaho talento. Ele morreu no Canadá, aos 67 aos, vítima de câncer no cérebro.

Leslie West – criador inigualável de riffs de guitarra, West deu o pontapé inicial para o hard rock americano em 1970 e formou um dos grupos mais pesados e intensos do rock setentista, o Mountain. Também fez sucesso rápido com o West, Bruce and Laing e se tornou referência na guitarra. Morreu nos Estados Unidos aos 75 anos, em decorrência de problemas cardíacos.

Martin Birch – o mestre da produção do rock pesado começou cedo na Inglaterra. Antes dos 20 anos jpá trabalhava com engenharia de som em vários estúdios e participou, de alguma forma, de gravações e sessões de grandes nomes da música no começo de carreira. Ao longo dos anos 70, deu o suporte para que Deep Purple e Rainbow, entre outros, lançassem suas grandes obras-primas. Foi produtor do Black Sabbath e o nome por trás das principais obra do Iron Maiden. Morreu na Inglaterra, aos 71 anos, de causas não reveladas.

– Peter Green – Nome gigante do blues britânico, tocou dom John Mayall muito jovem substituindo Eric Clapton, mas logo criou a sua banda, o Fleetwood Mac. Saiu em 1970 e abandonou a música, abraçando várias religiões. No final da década retornou aos palcos em carreira solo, mas sempre conviveu com problemas psiquiátricos desde então. Morreu aos 73 anos de ataque cardíaco.

Ken Hensley – a alma do Uriah Heep ao lado do guitarrista Mick Box. São dele os maiores hits da banda. Quando saiu, em 1980, engatou uma prolífica carreira solo e tocou também com o Blackfoot. Como tecladista, foi um dos mais influentes músicos do rock. Morreu aos 75 anos, na Inglaterra, em consequência de vários problemas de saúde, que precipitaram um ataque cardíaco.

Lee Kerslake – outro ex-Uriah Heep tragado pelo ano maldito. Baterista de envergadura e com vasto repertório, foi o motor que impulsionou a banda em sua melhor fase. Com um pequeno intervalo no anos 80 para tocar com Ozzy Osbourne, esteve orl quase 35 anos com o Heep. Morreu aos 73 anos na Inglaterra, em consequência de um câncer, embora tivesse outros problemas de saúde.

– Pete Way – baixista dos mais expressivos do rock pesado, serviu de influência para Steve Harris, o criador do Iron Maiden. Way e Phil Mogg foram os nomes que mantiveram o UFO na ativa por quase 50 anos, ainda que o baixista tenha saído por ntervalos para tocar em dois projetos seus – Waysted e Fastway. Sempre teve longo histórico de enfermidades quase sempre por conta do excesso de álcool e drogas, o que ocasionou a sua morte aos 69 anos de idade, na Inglaterra.

– Renato Barros – Era o líder e criador de Renato e Seus Blue Caps, banda especializada em versões de bandas inglesas. Ele tinha 76 anos e morreu em decorrência de problemas cardíacos.

– Paul Chapman – mais um ex-integrante do UFO se foi neste ano. Músico respeitado na Inglaterra, o galês tinha um estilo mais bluesy, o que era um requisito básico para tocar no UFO e em outras bandas pesadas dos anos 70. Morreu aos 66 anos na Inglaterra. As causas não foram reveladas.

– Phil May – Influente cantor e compositor inglês, foi o cérebro e líder dos Pretty Things, grande nome do rock sessentista e subestimado nas décadas seguintes. Era considerado um dos letristas mais brilhantes de sua geração. Morreu aos 75 anos na Inglaterra após complicações em uma cirurgia nos quadris.

– Frankie Banali – baterista de hard rock conhecido por ter tocado com o Quiet Riot, também passou pelo W.A.S.P e  pela banda de Billy Idol. Morreu aos 68 anos, em consequência de um câncer no pâncreas.  

Little Richard – pioneiro do rock ao lado de Chuck Berry, Ike Turner, Fats Domino e Elvis Presley, foi considerado o primeiro rebelde em todos os sentidos: negro, gay e sem papas na língua. Não tinha a eloquência e o virtuosismo de Jerry Lee Lewis ao piano, mas compensava com uma energia e um carisma estupendos. Quando o auge passou, nos anos 60, tornouse pastor evangélico por anos até retornar sem brilho aos palcos do rock. Morreu aos 7 anos nos Estados Unidos. Ele sofria de câncer.

– Florian Schneider – outro gênio que perdeu a batalha contra o câncer. Foi o criador e um dos mentores do Kraftwerk, talvez o maior nome da música eletrônica em todos os tempos. Tocava diversos instrumentos, mas foi a criatividade com os teclados e os precursores digitais que judou a cravar o nome de sua banda na história. O músico alemão tinha 73 anos.

– Vanusa – cantora brasileira mais ligada à MPB, gravou alguns rocks em seu primeiro disco, de 1973, com destaque para “What to Do”, que teria sido plagiada pelo Black Sabbath. Ela morreu aos 73 anos em decorrência de problemas respiratórios.

– Sean Reinert – O baterista americano Sean Reinert, conhecido por seu trabalho com o Cynic e por ter gravado o álbum “Human” (1991), do Death, morreu aos 48 anos em decorrência de problemas cardíacos.

– Andy Gill – Guitarrista do Gang of Four e produtor de bandas como Red Hot Chili Peppers e Therapy?, o músico Andy Gill nos deixou em 1° de fevereiro de 2020, aos 64 anos. A morte ocorreu em decorrência de problemas respiratórios.

– Bill Rieflin – o baterista norte-americano sucumbiu a um câncer aos 59 anos, de câncer. Além de integrar o King Crimson desde 2013, Rieflin tocou com nomes como Ministry, King R.E.M., KMFDM, Nine Inch Nails, entre outros.

– Spencer Davis – decano do rock britânico, era guitarrista e ficou conhecido por descobrir Steve Winwood, que foi vocalista e tecladista de sua banda, o Spencer Davis Group. Morreu aos 81 anos em decorrência de problemas respiratórios.

– Alan Merrill – O vocalista e guitarrista da banda The Arrows morreu aos 69 anos em decorrência da Covid-19. É o autor da música “I Love Rock ‘n’ Roll”, que ficou famosa com Joan Jett.

– Brian Howe – vocalista do Bad Company entre 1986 e 1994, Brian Howe sofreu uma parada cardíaca e morreu em 6 de maio, aos 66 anos pouco depois de sofrer um acidente grave de trânsito.

– Bob Kulick – Guitarrista e produtor conceituado nos Estados Unidos, tocou no estúdio com Kiss nos anos 70 e indicou o irmão, Bruce, para substituir Mark St. John na banda em 1985. Também trabalhou com W.A.S.P., Paul Stanley, Meat Loaf, Doro e vários outros. Morreu aos 70 anos em consequência de problemas cardíacos.

– Gordon Haskell – vocalista e baixista que integrou o King Crimson no começo dos anos 70. Morreu aos 71 anos vítima de câncer.
Steve Priest – Baixista e cofundador do Sweet, o músico tinha 72 anos e a causa de sua morte não foi divulgada.
– Charlie Daniels – Veterano guitarrista e cantor norte-americano, é considerado o pioneiro do country rock. Morreu aos 83 anos em consequência de um AVC (Acidente Vascular Cerebral).

Jamie Oldaker – O baterista ficou conhecido pelos trabalhos com Eric Clapton, Ace Frehley, Peter Frampton, Stephen Stills e vários outros. Morreu aos 68 anos de câncer.

– Steve Holland – último sobrevivente da formação clássica do Molly Hatchet, o guitarrista Steve Holland, que tocou com a banda entre 1974 e 1984. Morreu os 66 anos vítima da covid-19.
 – Brent Young – primeiro baixista do Trivium, morreu aos 37 anos. A causa não foi informada.  
– Juarez Távora – músico mineiro de heavy metal, tocou nas bandas Cirrhosis e Scourge. Morreu aos aos 48 anos devido a problemas cardíacos. Era vocalista e baixista.
– Tony Lewis – baixista e vocalista do Outfield, morreu aos 62 anos. A causa ão foi revelada.
– Bones Hillman – baixista do Midnight Oil desde 1987, morreu aos 62 anos vítima de câncer.
– Paulinho – Paulo César dos Santos era vocalista do Roupa Nova, banda que ajudou a fundar nos anos 80. Ele morreu de covid-19 após um tratamento contra um câncer.

– Bruno Pompeo – baixista e vocalista de heavy metal, morreu aos 42 anos em decorrência de um ataque cardaíco. Tinha 42 anos e tocava na banda Voodoopriest.