“Contra os facínoras fascistas, poesia. Eles odeiam poesia.” A indignação da jovem ativista com o assassinato do poeta Federico Garcia Llorca em 1936 cabe muito bem nos tempos de hoje. Em que artistas progressistas são ameaçados de morte por ua militância.
O cantor guitarrista Bruce Sprimgdteen, ferrenho opositor das políticas de dpredação social, de direitos civis e humanos do governo do presidente Donld Tump, controu em recente enrevista que recebe várias ameaças ded morte a cada cidade em que está se apresentando na atual turnê pelo país, denominada “Land of Hope and Dreams” )terra de esperança e sonos).
Qual a resposta de Spriongsteen aos fascistas covardes? Uma música contra a perseguição aos imigrantes e assassinatos cometidos pela polícia de imigração, o ICE, e um audiovisual onde toca na íntegra uma de suas obras-primas , o disco “Nebrask”, de 1982. Sozinho, sentado no banquinho, só voz, gaita e violão.
Filmado em presto e branco por Thom Zimy, que também captou o áudio, o trabalho ficou maravilhoso. A força das canções se multiplicou e o resultado é um tapa na cara dos detratores, que, como se esperava, odiaram as letras, poesia e talento do músico de Nova Jersey.
A fita, já publicada no YouTube na íntegra e como áudio sendo vendido digitalmente no Google Paly, é de uma delicadeza e tocante, belo e suave dentro de sua proposta acústica, m,as contundente na mensagem e na forma como foi apresentada nestes tempos.
Legítimo intérprete do cotidiano americano e dos anseios da classe operária dos Estados Unidos, Springsteen é celebrado como o artista que melhor conseguiu captar a essência do sonho americano de vida próspera e de esperança no desenvolvimento humano em bases sociais justas.
Mesmo assim, até hoje continua sendo vítima de oportunistas que deturpam a ua mensagem. “Born in USA”, seu álbum de 1984 que contém hit como a faixa-título, foi sucesso mundial exaltando a força e a resiliência do americano médio que fez dos Estados Unidos uma potência econômica.
Entretanto, na campanha eleitoral presidencial de 1984, protestou contra o uso político deturpado da canção na pelos apoiadores de Ronald Reagan, candidato à reeleição pelo partido Republicano, que teve de parar de tocar a música. A patifaria dos republicanos continua se repetindo.
O audiovisual de Springsteen é uma resposta adequada ao mundo podre de Trump e seus apoiadores de extrema-direita que acreditam na intimidação como instrumento político para calar adversários. Não e trata apenas de resistência, mas também de sobrevivência.