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Marcelo Moreira

– O segredo que nunca existiu finalmente foi anunciado. O AC/DC está de volta e com novo disco, a ser lançado ainda neste ano. Desde 2018 surgem rumores de que a banda teria se juntado para novas gravações no Canadá após todos os os problemas de 2014 e 2015, que culminaram no afastamento definitivo do guitarrista Malcolm Young e em demissões de dois integrantes após o álbum “Rock or Bust”. A turbulência foi grande, com a demissão de Brian Johnson (vocais) por problemas de saúde, de Phil Rudd (bateria) por problemas com a Justiça – não podia sair da Nova Zelândia, com a aposentadoria do baixista Cliff Williams e a controvertida passagem de Axl Rose pelos vocais em shows ao vivo. Pois bem, os rumores e as fotos dos encontros nada secretos indicaram o que estava acontecendo e a banda está junta de novo, como se as demissões e a aposentadoria não tivessem acontecido. Sobrou para o baterista Chris Slade, demitido pela segunda vez, que quebrou o galho quando Rudd foi impedido de tocar. Ao que tudo indica, pelas informações pela metade divulgadas, o disco vai se chamar “Pwr/Up” e uma das músicas será “Shot in the Dark”. Não esperemos nada de impactante ou de novidade, mas certamente será algo do nível de “Rock or Bust”, que foi bem razoável.

– Assim como o Dream Theater adora lançar DVDs e CDs ao vivo, o Iron Maiden também aprecia muito este tipo de lançamento. Até o final do ano chegará às lojas “Nights of the Dead – Legacy of the Beast – Live in Mexico City”, que traz registros da última turnê, interrompida pela pandemia de coronavírus. Será um CD simples, e um DVD mais curto, com um repertório sem grandes novidades – ok, haverá versões de “The Clansman” e “Sign of the Cross”, do tempo de Blaze Bayley nos vocais, e a pouco tocada “For the Greater Good of God”.

Eric Clapton pisou muito feio na bola ao declarar apoio a outro artista lesado e estúpido, o cantor irlandês Van Morrison. Desafiando todos os protocolos e as restrições do governo inglês, Morrison está fazendo uma série de shows em Londres em plena pandemia, afrontando a todos. Diz estar tomando todos os cuidados recomendados pelos protocolos, mas não há restrição de lotação da casa de shows nem distanciamento social. Um completo absurdo e uma atitude nojenta, desrespeitando a vida e as normas sanitárias. E, de forma imbecil e irresponsável, Clapton declarou apoio ao irlandês afirmando que que a indústria da música precisa ser salva, assim como a do entretenimento. Claro que foi criticado duramente, com ameaças sérias de boicote a seus shows, como prometem muitos fãs e empresários do entretenimento no caso de Van Morrison. Que assim seja.