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Antonio Bivar era uma daquelas pessoas que tinham o dom de tornar qualquer coisa simples. Escritor, dramaturgo e intelectual influente, esclarecia tudo nos mínimos detalhes e espantava seus amigos e espectadores com os resultados que obtinha.

Curioso, culto e sedento por novidades, abraçou o movimento punk com um entusiasmo cativante, fazendo o que nenhum antropólogo de academia conseguiu: destrinchar, explicar e apresentar o punk ao Brasil em um livrinho simples e influente: “O Que É Punk?”, da coleção “O Que É?”, da editora Brasiliense.

Bivar foi mais uma das vítimas do da covid-19. Morreu aos 81 anos de idade neste domingo (5), em São Paulo, após um período de internação.

Além da pequenina bíblia punk, o escritor é autor de clássicos do teatro nacional, entre suas principais obras estão as peças “Abre a Janela e Deixa Entrar o Ar Puro e o Sol da Manhã” (1968), “Cordélia Brasil” (1967) e o “O Cão Siamês ou Alzira Power” (1969).

Também escreveu livros como “Yolanda”, que conta a história de Yolanda Penteado. Em setembro de 2019 lançou seu último livro, “Perseverança”, onde narra passagens importantes de sua trajetória.