No rastro da devastação do AC/DC, o rock ganha novo sopro de eternidade

AC/DC no estádio do Murombi, em São Paulo (Foto: mrossifotografia/Live Nation/divulgaçõ)

Henrique Neal – especial para o Combate RockOs sinos do inferno tocaram, e é claro qu uma multidão atendeu e abarrotou um estádio enorme, e por três vezes consecutiva. Pouco importava que a atração estivesse desfigura: a celebração merecida exaltou o rock e a todos nós. Servos submissos aos acordes e riffs pesados e demoníacos, os quase 250 mil espectadores entraram em êxtase coletivo no ritual profano e magistral.

São 53 anos de história e o AC/DC prestou uma bela homenagem a si mesmo nos três concertos em São Paulo; Celebrou música, a vida e a nagia do rock em doses cavalares de energia, fazendo do Morumbis uma verdadeira usina de energia pulsante e devastador.

Eu tinha certeza de que iria me decepcionar com um AC/SC modificado e só com dois integrantes da formação clássica e mais longeva. O guitarrista Angus Young (70 anos) e o vocalista Brian Johnson (78 anos) tinham de comandar um espetáculo que costumava ser o mais grandioso da Terra.

O AC/DC não era o mesmo, mas fgoi grandioso no primeiro dos três shows, o que me obrigou a dar um jeito de ir aos outros dois. Os temores foram embora nos primeiros riffs e o guitarrista chefão Malcolm Young, morto em 2017, certamente abençoou seus pupilos eo que vimos foram espetáculos extraordinários.

Não importava quem estava ao lado de Angu s Brian – era o AC/DC, e a imensa e potente usina de força de rock and roll estava de volta ao Brasil. E nem foi necessário fechar os olhos para imaginar os show de 1996, no Pacaembu, e de 2008, no mesmo Morumbis -era o msmo AC/DC de sempre.

O trem desgovernado e avassalador não poupou nada e destruiu todo. “Shot Down in Flames “ e “T.N.T” trouxeram a grande banda de hard rock bluesy dos anos 80, enquanto que Back in Black” e “For Those Abourt to Rock (We Salute You )” estremeceu o mundo com o hard’n’heavy oitentista que transformou a banda em gigantesca aração do rock.

Para coroar apresentações tão especiais, pérolas antigas como “Riff Raff” e “Let There Be Rock” caíram perfeitamente bem em um repertório irrepreensível. Foram shows notáveis e dignos de serem apresentados a incautos como verdadeiros exemplos que é rock – mais ainda, do que significa o que rock para a cultura ocidental.

Assim como Iron Maiden, Deep Purple e o próprio Rush. O AC/DC hoje simboliza o fim, de uma era em que os gigantes pisavam na Terra. Quase dá para cravar que nunca mas veremos essa banda de novo.

E então podemos nos sentir abençoados pelo privilégio de temos sido atropelados pela locomotiva sonora que é um dos sinônimos de rock de altíssima voltagem. Testemunhamos mais um evento único, que deixa um legado impossível de ser calculado. Isso tido é pelo rok, e por isso nós o saudamos.

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