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  Para conhecer o blues no Brasil, é preciso passar por duas cidades paulistas: São Bernardo d Campo e Santos. Na primeira está a Chico Blues Records, gravadora e selo que mantém o underground do gênero vivo no Brasil, revelando novos artistas e reeditando preciosidades. 

Na segunda, reside um “ativista” que recuperou o sonho de fazer um festival com os principais blueseiros do país no adequado evento “Clube do Blues de Santos”.

Chico Blues é a alma do gênero no Brasil, com seu incansável trabalho de resgate e memória, assim como Giovanni Papaleo, em Pernambuco. Em Santos, o nome é Eugênio Martins Júnior, jornalista e produtor cultural que escreveu dois livros sobre o blues neste país – “blues on Backseat vol. 1 e 2” e agora se prepara para lançar um documentário.

“O Blues no Brasil” teve o apoio de diversas instituições e tem os depoimentos de muitos músicos que se transformaram em amigos e parceiros ao longo de quase 30 anos de jornada musical.

Se o trabalho não se destaca em termos de estilo, certamente é o mais completo em termos de informação por conta das muitas entrevistas realizadas com gente importante, como os guitarristas Nuno Mindelis e Igor Prado e a banda carioca Blues Etílicos, a pioneira do estilo no Brasil, ao lado de Mindelis e Anbdré Christóvam.

É um daqueles trabalhos feitos na raça e com uma força de vontade tremenda, com um resultado acima da média e que logo se transformará em referência na busca por informações sobre o blues feito no Brasil.