Phil Collins, 75 anos: uma das essências da música pop de todos os tempos

Baterista subestimado, cantor subestimado, só que é um dos maiores vendedores de música da história, além de compositor pop de altíssimo calibre. Phil Collins brinca cm essas contradições em sua autobiografia bem-humorada e franca, e desdenha de quem o considera um “artista de segundo escalão”.

Ao completar 75 anos, o cantor se sente realizado, exceto por conta de uma aposentadoria quase forçada” em razão de bários problemas de saúde. Dez anos atrás chegou a a abandonar os palcos porque não dores na coluna impediam de tocar bateria e ficar d pé por muito tempo. Votou a se apresentar anos depois, mas de forma parcial ou sentado.

Phil Collins é gigante e um dos maiores fenômenos pop. Sua carreira solo é tão impressionante que ofuscou a também impressionante trajetória d Genesis, banda inglesa na qual tocou por mais de 20 anos. Saiu nos anos 90 porque não conseguia conciliar as agendas – é um raro caso de ex-integhrante com carreira solo maior do que a da própria banda.

A qualidade e o tamanho imenso de seus hits são inquestionáveis – coisas como “In the Air Tonight”, “Sussudio”, “Another Day in Paradise” e muito mais.

O talentoso baterista que virou vocalista principal sempre soube que brilharia, seja na música ou no teatro. O rock falou mais alto e sua entrada n Genesis, em 1970, comprovou acerto da escolha, aos 19 anos, entrava para a elite d o eock progressivo.

Não era a sua banda, mas começou a se mostrar mais do que um bom compositor e baterista versátil e inteligente. Peter Gabriel ainda estava na banda quando começou a cantar algumas canções secundárias.

O Genesis chegou a iiciar a seleção para novo vocalista quando Gabriel saiu, em 1975, mas Collins forçou a barra e insinuou que sairia também se não fosse ao menos testado. Convenceu meio que na marra, o restante da banda.

Vocalista e baterista no estúdio e ao vivo, tomou conta da banda e virou figura central, apoiando a guinada mais pop do grupo e se tornando um parceiro fundamental para as canções de Tony Banks (teclados) e Milke Rutherford (baixo e guitarra), para desgosto de Steve Hackett (guitarra), que sai em 1977.

Muita gente “acusa” Collins pela guinada pop do Genesis a pari de 1980, mas n]ao se atenta para o fato de que os principais dessa fase têm origem nas ideias de Banks. As interpretações do ex-bateista foram tão icônicas que se tornaram a “cara” do novo Genesis.

O Genesis estava mais acessível com “Home By the Sea” e “Invisible Touch”, mas nem de longe tinham a veia pop das canções de sua carreira solo iniciada nos mesmos anos 80. “Hitmaker” nato, Collins se tornou um nome da mais alta prateleira e aristas da música pop.

Até mesmo especialistas em músicas românicas, como Julio Iglesias e David Coverdale (ex-Dep Purple e Whitesnake) reconheciam que poucos compositores falavam tão profundamente de amor como Phil Colins. Toda a veneração e reconhecimento são mais do que merecidos.

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