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Saxon (FOTO: DIVULGAÇÃO)

A música é quase a mesma, mas a mensagem é poderosa. O segundo single de Carpe diem/Seize the Day”, o novo álbum do Saxon, é um dos mais contundentes ataques aos negacionaistas e aos que desdenham adas vacinas. “Remember the Fallen” é uma canção derivativa de “Forever Free”, a canção-título do álbum de 1992, com a mesma estrutura e o mesmo padrão harmônico, tudo recauchutado com timbres mais modernos.

Liricamente, é uma pancada contra aqueles que “não ligam para as milhares de mortes e o milhões de infectados pelo mundo”, como comentou o vocalista Biff Byford n material de divulgação da música.

Com o auxílio luxuoso o filho Seb nos vocais de apoio, Byford afirmou que o mundo jamais poderá esquecer do que passou nos último dois anos e que é necessário aprender com os erros e com os recados que a natureza está nos dando.

“Eu queria escrever uma música sobre a covid, sobre as pessoas que morreram, e dar minha visão de como isso me afetou”, diz o vocalista. “Certos aspectos de tudo isso são bastante misteriosos e, claro, não terminou ainda, não é? Todos devemos nos lembrar daqueles que morreram como um grupo de pessoas que realmente não souberam por que morreram. Não tiveram a informção necessária e ainda foram bombardeados com informações falsas.”]

Gravado em três estúdios diferentes e, em algumas vezes, em sessões individuais, o novo trabalho será produzido por Andy Sneap, que atualmente toca guitarra nos shows do Judas Priest substituindo Glenn Tipton. A escolha não podera ser mais apropriada m razão da experiência do produtor, que é fã do Saxon.

“Andy é obviamente um guitarrista muito bom”, diz Biff, “mas ele não é um guitarrista de blues como nossos caras, ele é mais um músico de estilo moderno. E isso significa que os meninos (Paul Quinn e Doug Scarratt) adoram trabalhar com ele porque, novamente, é tudo sobre a intensidade. Andy está sempre empurrando o time, é rigoroso, não os deixa escapar impunes de nada. Eles têm que jogar de verdade, a toda velocidade. Ele consegue um ótimo som, e nós queremos aquele som Gibson/ Marshall dos anos 80, mesmo que não sejam Gibsons e Marshalls. Tentamos manter aquele som de guitarra de metal britânico que criamos para o Saxon,”

Nem tudo, no entanto, está tranquilo para a banda britânica. A pandemia e as novas variantes ainda pairam sobre as cabeças de todos, segundo ele, o que deve afetar a continuidade dos trabalhos em 20223, embora ele não perca o otimismo.

“Estaremos bastante ocupados este ano. Estamos fazendo uma turnê no Reino Unido no final deste mês, há festivais que foram remarcados de dois anos atrás, estamos pensando em ir para a América, também vamos fazer uma turnê na Europa. Claro, tudo isso se as questões sanitárias permitirem”, torce o músico. “Como todo mundo, estamos apenas mantendo os dedos cruzados para que tudo dê certo e possamos fazer tudo. Também estamos gravando o segundo álbum do ‘Inspirations’, e enquanto fazemos isso, nunca se sabe, podemos escrever algumas músicas para um outro álbum do Saxon…”