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FOTO: REPRODUÇÃO/FACEBOOK RICARDO VIGNINI

Dando continuidade à série de lançamentos enfocando a viola paulista, o Sesc inicia a segunda fase do projeto. Tocadores de viola caipira das regiões de Campinas e Piracicaba, como Fernando Caselato, João Arruda, João Paulo Amaral e Zé Helder estão no segundo EP, que está nas plataformas digitais, incluindo no Sesc Digital
O álbum sai pelo selo Selo Sesc, sob curadoria de Ivan Vilela, traça um mapeamento do instrumento no estado de São Paulo com 20 artistas de carreiras consagradas, incluindo as mulheres violeiras.

O projeto começou em 2018 com o lançamento da primeira edição de Viola Paulista (Selo Sesc), que apresentou ao público as múltiplas sonoridades deste instrumento, seja em faixas instrumentais ou cantadas, com artistas e grupos muito diversos, mas que têm em comum a paixão pela história e pelo som da viola.

Agora em 2021, a gravadora do Sesc São Paulo lança a segunda coletânea de Viola Paulista com a participação de 20 violeiros e violeiras que já têm uma carreira consolidada junto ao público e à cena musical. E no mapeamento de Vilela, os músicos selecionados abrangem todo o território do estado. São tocadores das regiões de Avaré, Bauru, Campinas, Piracicaba, São José do Rio Preto e Sorocaba.

O lançamento da segunda coletânea está dividido em cinco EPs. Cada um deles dá voz a diferentes sotaques do instrumento no estado. 

O primeiro, já disponível na internet, abrange as regiões de Bauru e São Carlos. Agora, o segundo EP abarca tocadores de Campinas e Piracicaba, e chega às principais plataformas de streaming no dia 24 de fevereiro, incluindo na plataforma Sesc Digital, que oferece o conteúdo de forma gratuita e sem necessidade de cadastro. Para ouvir, acesse aqui .

O segundo EP conta com a presença de violeiros que conciliam suas carreiras com a de professores em escolas de música, levando o ensino da viola caipira, um instrumento do mundo tradicional, a instituições onde a cultura da escrita e da erudição prevalecem. Um trabalho importante para a formação de futuros tocadores e de ampliação deste movimento cultural.

Fernando Caselato é professor no Conservatório de Ourinhos, cidade que fica na região oeste do estado e onde vive atualmente. Em Viola Paulista – Volume 2, ele toca sua composição autoral “Chão Vermelho”.

Já o violeiro Zé Helder interpreta uma cantiga de tempos mais antigos, de resgate de uma sonoridade caipira. Em “Do oco da viola ao borralho do fogão: a moda pós-rural”, ele toca e canta na companhia de Fabrício Santos (violão e voz) e Guilherme Cordeiro (contrabaixo). Tido como um dos primeiros professores de conservatório de viola no Brasil, no final dos anos 1990, vive atualmente na capital paulista.

Natural de Mogi das Cruzes e atualmente morando em Campinas, onde há dez anos é diretor e regente da Orquestra Filarmônica de Violas, João Paulo Amaral começou na guitarra e logo migrou para a viola. Professor de viola na Escola de Música do Estado de São Paulo – Tom Jobim (EMESP Tom Jobim), na coletânea ele interpreta “Linha motriz”, uma peça instrumental de sua autoria.

Outro representante de Campinas é o violeiro João Arruda. Com sua viola de cabaça elaborada por Levi Ramiro – músico que está no EP 1 de Viola Paulista -, João Arruda é, talvez, um dos mais fiéis à musicalidade desenvolvida pelo violeiro, cantor e compositor mineiro Dércio Marques. E em “Ayuna”, ele traz as vertentes dessa música.

Repertório EP 2

CHÃO VERMELHO (Fernando Caselato)

Músicos: Fernando Caselato (viola)

Afinação: Cebolão em ré

AYUNA (João Arruda)

Músicos: João Arruda (viola)

Afinação: Rio abaixo

LINHA MOTRIZ (João Paulo Amaral)

Músicos: João Paulo Amaral (viola)

Afinação: Sobre-Requinta (Cebolina)

DO OCO DA VIOLA AO BORRALHO DO FOGÃO: A MODA PÓS-RURAL (Zé Helder)

Músicos: Zé Helder (viola e voz), Fabrício Santos (violão e voz) e Guilherme Cordeiro (contrabaixo)

Afinação: Cebolão em mi