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Sting (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Quando o mundo ainda nem pensava em incluir a América do Sul nas rotas internacionais do rock, um grupo punk alegrinho tocou no Rio de Janeiro e fez a festa da galera.

Era assim que apresentadores de emissoras de rádio que supostamente tocavam músicas para jovens se referiam a The Police, erroneamente jogado no saco de gatos das bandas punks. Era 1980 e a banda veio, tocou e se divertiu muito por aqui.

Muita gente gosta de citar sempre o pioneirismo de Santana, Alice Cooper, Genesis e Rick Wakeman, os caras que inauguraram os shows de rock grandiosos e internacionais no Brasil. É um crime não colocar o Police na lista.

Tivemos a honra de ver e ouvir a banda antes do estouro mundial, com a adrenalina lá em cima e destruindo tudo. Depois vieram os álbuns maravilhosos “Ghost in the Machine” e “Sinchronicity” e a banda se tornou mega-ultra-gigante. E assim ela acabou, em 1984, com o baixista e vocalista Gordon Sumner iniciando uma vitoriosa carreira solo.

Sting às vezes nem se lembra que se chama Gordon. Aos 70 anos de idade, acostumou-se com a alcunha encravada em seu caráter antes mesmo de virar baixista estrelado. O professor de ginásio e primário que compunha maravilhosamente bem e que virou referência no norte da Inglaterra tornou-se um dos astros mais importantes da música pop.

Arriscou tudo ao abandonar o Police e a guitarra etérea, sinuosa e instigante do já veterano Andy Summers, que traduziu como ninguém o som e a beleza harmônica das composições do baixista. Como se virar sem o pragmático e inteligente guitarrista?

Simples: virando um crooner de banda de jazz. E Sting se reinventou na música pop com o LP duplo ao vivo “Bring on the Night”. Seu baixo ganhou proeminência e sua pegada mais sutil e cristalina evidenciou o quanto era um instrumentista de excelência.

O jazz permaneceu na sua alma, mas ele tocou de tudo desde os anos 80. Virou bardo folk, um cantor country de bons recursos e um pesquisador dedicado do blues e da música celta. Abraçou até mesmo o rock progressivo com competência, como na extraordinária canção “Russians”.

Sting é o músico que simboliza toda a grandeza da música pop e ajudou e emoldurá-la na cultura ocidental Costumam dizer que ele é gênio. Ele costuma dizer que é um músico muito bom e que adora aprender e ousar todos os dias. O mundo de Sting é diferente, variado e iluminado. Música por excelência é um termo que combina perfeitamente com sua personalidade e sua qualidade musical.