Assim como outras do gênero qu resistem, a loja de CDs e DVDs Die hard, na Galeria do Rock, resiste e fz um trabalho de qualidade. Seus proprietário, Fausto Mucn e André Luiz Mesquita, publicaram nas redes sociais da loja um manifesto bonito em defesa do rock e da cidade de São Paulo que reproduzimos a seguir:
Querem acabar com “o rock”, seja isso o que for, desde os anos 70, depois “punk is dead”, alguém lembra? Depois o vinil, bye bye pra sempre LPs, mais recentemente o CD. Querem acabar com tudo de qualquer jeito.
Quando uma das plataformas de streaming veio visitar as lojas da Galeria, o representante dizia “algo novo, que vai mudar sua forma de ouvir música, o passado já era”, eu argumentei apenas por que não conviver na boa tudo junto, streaming, vinil, CD, fita, etc, enfim, até hoje não entendi o que queriam conosco.
O youtuber da vez foi muito educado e só elogiou a Die Hard, da forma dele, é um influenciador consciente, estudou pra falar, seus posts são educativos, éticos, mas notícias boas, parecem não render o que todos eles parecem precisar pra existir.
Aos fatos, e não pretendemos ser os donos da verdade, mas da ótica de alguém que vive aqui na Galeria há 30 anos. Sim, da pandemia pra cá muitas lojas fecharam, mas muitas lojas abriram também, isso refletiu o momento do mundo, do país, e hoje está melhor que ontem, tanto o Centro (mais seguro e mais limpo) quanto a Galeria em si.
Aqui os problemas são intrínsecos, alguns parecem persistir, mas são administrativos, uma hora muda (banheiros, alimentação, condomínio, etc…). Nem vou me aprofundar muito, só vou deixar registrado aqui que, apenas de mídia física, NOVE lojas abriram nos últimos anos: Tuca, 3 do Marcelo, 2 do Amadeu, 1 do amigo Cláudio da maravilhosa Empire voltou.
Falando com o Marcelo, ele me lembrou das do Caio do primeiro andar e do Alemão do terceiro, fora a do Fresno inaugurando aqui hoje, e outras de acessórios, camisetas, etc etc etc, Mas ninguém fala nisso.
Assim como ninguém fala da volta do CD, aqui na loja presenciamos clientes amigos antigos voltando a comprar, pararam por vários motivos, uns achando que as plataformas de streaming resolveriam, e sejamos sinceros, pra muita gente resolveu sim, oras.
Todos nós aqui da Die Hard temos nossos apps instalados, e na loja ouvimos Deezer e Spotify, não vemos problema nenhum nisso, nunca vimos. Outro fenômeno recente são os ultrajovens comprando CDs, pré-adolescentes mesmo, as vendas de CDs têm aumentado, só não vê quem não quer, assim como o vinil se estabilizou, as vendas de CDs crescem. São fatos.
Longe de ficar fazendo proselitismo aqui, cada um tem sua realidade, cada loja tem sua realidade, e os influenciadores estão aí pra falarem o que quiserem, agradecemos de novo pelas menções elogiosas a nós, mas nada acabou, nem vai acabar tão cedo, nem o rock, nem a Galeria, nem o centro de São Paulo.