Visceral e Político, Living Colour celebrou a vida em São Paulo

Living Colour em São Paulo (Foto: reprodução de vídeo/YouYube)

Henrique Neal – especial para o Combate Rock

Para algumas bandas de rock, a simples existência é um ato político. Para outras, basta apena subir ao palco para que o mundo se transforme e estremeça tudo. Onde encaixar o Living Colour, que acabou de passar pelo Brasil?

Quando os quatro entram em cena, em qualquer ambiente, preenchem tudo e tomam conta de tudo. Foi assim em São Paulo, no Tokio Marine Hall, em 27 de fevereiro, e foi emocionante, como não poderia deixar de ser.

Quer coisa mais poderosa politicamente do que cantar “Hallellujah”, de Leonard Cohen, na introdução da pancada “Opem Letter (To a Landlord)”?

Como não curtir uma gema pop Glamour Boys”? É mais uma canção política…

A força da música de Living Colour é brutal, daquele tipo que é impossível de não ser impactado. O mundo para e o público entra em outra dimensão. Um mundo maravilhoso, em que a vida assume feições de coisa perfeita.

O quarteto recuperou “Bi”, uma ode em apoio à causa “LGBTQIA+” – como não amar essa provocação política? E então vieram os hist. “Type”, “Cult of Personality”, “This Is the Life”, “Solace of You” e mais uns quilos de hits imensos e extraordinários.

Ninguém sai da esma forma que entrou de um show do Living Colour, um fenômeno raro que apenas alguns artistas conseguem impingir ao público – Paul McCartney, Rolling Stones, Pink Floyd, The Who e talvez Rush e U2. A energia é muito forte e o astral, altíssimo. É quase uma experiência transcendental.

Quando eles toaram recentemente no rock in Rio, na companha do estupendo Steve Vai, foi impossível medi o impacto da apresentação por causa do inadequado (para eles) palco Sunset. O quarteto negro é imenso e não cabia lá

É um show único e de tamanha magnitude que precisa de estofo e desprendimento para se apreciado e absorvido. Tivemos a honra de presenciar em São Paulo um pouco da verdadeira essência da música pop e sua enorme carga dramática e política. É uma das bandas fundamentais

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