Roger Daltrey é um dos roqueiros mais longevos no cinema

Roger Daltrey em cena do filme 'Tommy' (Foto: divulgação/reprodução)

Quando o musical “Tommy” chegou às lojas em 1972, baseado em obra rock homônima de The Who, o vocalista da banda, Roger Daltrey, ficou desconfiado do sucesso daquela versão. Era uma versão teatral protagonizada por atores, mas tendo como atração principal Rod Stewart cantando “Pinball Wizard”, clássico do LP duplo, Daltrey percebeu logo o potencial da versão teatral.

Dois anos depois, furioso ao ver o naufrágio da escolha do papel principal de “Tommy” ma versão cinema, resolveu peitar o guitarrista Pete Townshend, de The Who e autor da obra, e o diretor Ken Russell e se escalou como o protagonista: ele viveria Tommy nas telas de cinema em filme de 1975. Foi assim, na marra, que iniciou a as carreira no cinema, com atuações razoáveis na maioria das vezes.

Por muitos anos, ele rivalizou com o americano Huey Lewis como o astro do rock que mais vezes atuou no cinema depois de Elvis Presley. Contando participações efetivas e pequenas participações como coadjuvante desde 1975 em filmes comerciais. Esteve em 46 filmes, séries de TV e obras diversas de audiovisual, demonstrando uma aptidão bem maior do que Mick Jagger, vocalista dos Rolling Stones e que sempre ambicionou, sem muito sucesso, ser reconhecido como grande ator.

Uma das atrações principais do Best Blues and Rock deste ano, em São Paulo, Daltrey esteve apenas uma vez no Brasil, em 2017, para dois shows com The Who, um deles no Rock in Rio.

Aos 82 anos, decidiu desacelerar e está fora das telas desde 2013. Com The Who o cantor está na estrada desde 1962, gravando e lançando mais de 30 álbuns e DVDs. Frequenta a lista de cinco maiores cantores de rokc de todos os tempos de vários veículos especializados.

Embora a lista de filmes seja longa, são poucas as participações memoráveis de Roger Daltrey nas telas. Sua atuação mais marcante e elogiada foi em “Tommy”, a sua estreia, em que ele interpretou de forma a deixa claro que era ele mesmo, Daltrey, o “personagem principal”, e não Tommy, o garoto cego, surdo e mudo que se cura depois de uma iluminação mística.

Seu segundo filme, “Lisztomania”, também de 1975, rambém era um musical dirigido por Ken Russell e, mais uma vez, interpreto a si mesmo”. Os elogios não foram tão efusivos.

O seu maior empreendimento foi “McVicar”, de 1980, em que foi o produtor, produtor executivo e intérprete principal na história de um do criminosos mais conhecidos dos Reino Unido.

O filme foi mal nas bilheterias e a atuação do músico foi bastante criticada. A trilha sonora, no entanto, com todas as músicas cantadas por ele, foi elogiada – tem o seu maior hit em carreira solo, “Without Your Love”.

Aceitou participar de bobagens grotescas, como o agente secreto d CIA em uma comédia adolescente chamada “O Espião Por Engado” (1991) ou o marido almofadinha de Nastassja Kinski no péssimo “.com for Murderer (2001).

O maior acerto foi coestrelar com Vinnie Jones o thriller de suspense “Johnny Was”, de 2006, dirigido por Mark Hammond. Daltrey interpreta um chefe do crime organizado de Londres eu ressurge para convencer o então melhor criminoso – Jones, ex-jogador de futebol galês – a retornar à vida de crimes.

Esforçado e trabalhador, Daltrey é melhor músico do que ator, mas não fez feio nas telas como alguns de seus concorrentes roqueiros.  No entanto, tem de encarar o cinema e a TV como hobby, por mais que tenha lhe tomado muito tempo e algum dinheiro.

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