A (re)descoberta da pérola pop Style Council


Do punk ao pop sofisticado, com a adição de muito jazz e soul. Pouco artistas ousaram fazer uma transição tão radical na careira como o cantor e guitarrista inglês Paul Weller.

Líder e criado do fantástico trio The Jam, o músico tentou esticar corda do movimento punk, mas percebeu logo que a causa estava exaurida. Era hora de mergulhar ainda mais fundo nas raízes mods. The Jam morre e surge The Style Council.

Weller precisou ser convencido que era uma boa ideia reeditar os dois principais álbuns da banda 40 anos depois, mas alguma aconteceu e o projeto deve sair do papel neste ano. Por enquanto, “Café Bleu” (1985) e “Home and Abroad”(1986) devem ressurgir como foram originalmente lançados, ou seja, sem material extra de estúdio ou ao vivo.

Style Council foi uma das ideias mais sensacionais do pop oitentista e inaugurou uma tendência/estilo (com perdão do trocadilho com o nome d banda) que resgatava melodias pop e acrescentava pitadas de jazz, blues, soul e até bossa nova.

E então a posta estava aberta para bandas como Matt Bianco, Cocteau Twins, Fine Young Cannibals e muitas outras. Era uma new wave da new wve naquela primeira metade dos nos 80.

“Home and Abroad”, ao vivo, é o terceiro álbum da banda e aquele que completou o sucesso de Café Bleu”: catapultou Style Council para as paradas mundiais e ajudou a fortalecer o renascimento do jazz e do blues que ocorria na mesmo época com Pat Metheny, Robert Cry e Stevie Ray Vaughan.

Formada por Weller (guitarra vocais) e Mick Talbot (teclados), a banda se cercou de músicos versáteis e de grande calibre para tocar pelo Reino Unido e Europa. Nem a dupla esperava que a combustão nos palcos fosse tão poderosa a ponto de transformar em clássicos “Headstart for Hapiness” e “Ny Ever Changing Moods”. É um ds grandes álbuns de nosso tempo.

The Jam sempre foi um corpo estranho no movimento punk britânico. Era refinado demais e pop demais para os paladares radicais e agressivos de quem gostava da agressividade dos Sex Pistols e do engajamento do Clash.

Mesmo a contragosto misturando entre os punks, Paul Weller deu um jeito de fazer The Jam se destacar com sua sonoridade que era pop calada no movimento mod que, sem eu início, teve como destaques The Kinks, The Who e Small Faces. Deu certo, e omsom mais msofisicado colocou o trio no topo.

Weller, no entanto, era antenado e versátil demais para se limitar à estética poppy punk e enterrou o trio em 1982 quando o punk já era história. O guitarrista elegante e intelectualizado queria mais.

Com Talbot, outro músico sofisticado e com formação jazzística, Weller se libertou de qualquer amarra e caiu de cabeça no jazem 1093. Styl Council fez sucesso imediato nos clubes londrinos e logo assinou contrato com para uma série de discos, inaugurando uma era de profusão sonora que atingiu até mesmo Sting m carreira solo. Seu segundo álbum solo, “Bring on the Night”, de 1985. Phil Collins, cantor e baterista do Genesis, também entraria na onda mais tarde.

A música era pop, dançante e profundamente inspirada no jazz e na soul music americana, com metais em primeiro plano e uma percussão latina contagiante. Weller havia se transformado em “band leader” e crooner de big band, além de ser reconhecido como um gigante da composição, especialmente por canções coo “(When You) Call Me” e “Our Favourite Shop”, além do samba -bossa nova “With Everything to Lose”..

As coisas iam muito bem, atingindo o auge com o multiplatinado [álbum “Confessions of a Pop Group”, de 19889 e não teve dúvidas: acabou com a banda em 1991 para seguir em carreira solo com um sucesso e reconhecimento ainda maiores. Entretanto, Style Council foi o grande salto criativo de sua carreira.

Compartilhe...