‘O Agente Secreto’: uma vitória contra medo e o retrocesso

Wagner Moura em cena de 'O Agente Secreto' (Foto? divulgação/reprodução de vídeo)

Ao receber o prêmio de melhor roteirista do adentro do Globo de Ouro, o americano Paul Thomas Anderson citou uma frase d cantora de blues Nina Simone. “O que é liberdade para você?”, perguntaram a ela em uma entrevista. “É não ter meo”, fulminou ela.

Liberdade e a sua falta são temas muito presentes em “ Agente Noturno”, mais uma obra-prima do cinem brasileiro que está arrebatando plateias pelo mundo e ganhando toneladas de prêmio.

O filme mostra uma história aterrorizadora passada na ditadra militar. O medo é parte importantíssima da trama. Não ter medo é um comportamento heroico dependendo do empo, da era e do local.

É uma poderosa ama de resistência em tempos difíceis, como na época do regime militar e como foi, de certa forma, no pavoroso período do nefasto presidente Jair Bolsonaro. Não deixa de ser um filme sobre desafiar o medo.

Toda a celeuma justa em tono de “O Agente Secreto” é uma celebração da luta pela liberdade e o maravilhoso prêmio dado ao filme no Globo de Ouro de Melhor Filme de Língua N]ao Inglesa;

O discurso da vitória do diretor Kléber Mendonça Filho foi muito feliz ao dizer que os tempos difíceis atuais, em todos os sentidos, são estimulantes e intensos para fazer cinema e arte.

Não ter medo e existir são atos políticos e “O Agente Secreto” e a postura corajosa e altiva do ator Wagner Moura tornam-se símbolo da valorização d cultura contra ataques das forças do retrocesso e obscurantistas.

A vitória do cinema brasileiro em uma premiação gigante é uma vitória contra o fascis mo e o extremismo de direita.

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