‘O Agente Secreto’ e a transformação cultural provocada pelo Oscar

Wagner Moura em cena de 'O Agente Secreto' (Foto? divulgação/reprodução de vídeo)

Uma pequena estatueta outrora desprezada que adquiriu o poder de mobilizar o país e criar um clima de Copa do Mundo. O Oscar 2026 consolida o cinema brasileiro como a mais autêntica expressão cultural da atualidade de um país assolado por forças depressivas e apodrecidas.

Com Wagner Moura alçado a herói nacional, o filme “O Agente Secreto”, de Kléber Mendonça Filho, foi indicado a quatro categorias no prêmio maio do cinema mundial – para desespero das forças do atraso e do retrocesso.

É a maior das vitórias, quase tão grande quanto a de Oscar de Melhor Filme Internacional de 2025 ganho por “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles Júnior. E ainda dizem que arte e politica não se misturam…

Como bem desse o jornalista Pedro |Bial, da TV Globo, “O Agente Secreto” não é sobre a ditadura militar, é sobre o Brasil. Diz demais sobre o cotidiano da nação e bastante sobre as características de nosso povo.

Quatro indicações ao Oscar são suficientes para apontar um futuro dos mais luminosos em um ano complicado por conta das eleições presidenciais. Se cultura costuma ser um farol da civilização em relação a um povo e a um país, estamos mais do que bem servidos, liderados por herói nacional que um dia tentou “substituir” Renato Russo na Legião Urbana.

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