Relançamentos do Supertramp regatam seus melhores álbuns

A morte do tecladista e vocalista Rick Davies no ano passado tornou ainda mais relevante o rojeto de resgate das principais obras da banda inglesa Supertramp. Lançados nos anos 70, os discos Crime of the Century”, “Crisis? What Crisis?” e “Breakfast in America” ressurgem remixados, remasterizados e com bônus quase 50 anos depois.

Transitando entre o rock progressivo e o pop sofisticado, o Supertramp funcionava entre o choque de egos entre Daies e o vocalista, tecladista e guitarrista Roger Hodgson – que saiu brigado em 1984. A química explosiva rendeu hits que levaram a banda a superar o furacão punk que demoliu o rock clássico da época.

O disco ao vivo “Paris”, de 1980, gravado no ano anterior, é um dos álbuns mais vendidos de todos os tempos e conseguiu resumir a potência e a qualidade do Supertramp, reunindo as principais canções em um concerto mágico. Os três álbuns de estúdio reeditados são os principais da carreira da banda.

Após o lançamento de seu álbum de estreia homônimo em 1970 e seu sucessor, “Indelibly Stamped”, o Supertramp se afastou de suas raízes progressivas para alcançar aclamação mainstream com “Crime Of The Century”, de 1974, graças ao single “Dreamer”. O álbum chegou ao 4º lugar no Reino Unido e ao 38º lugar na Billboard Hot 100.

Um ano depois, “Crisis? What Crisis?” teve menos sucesso nas paradas, mas desde então foi eleito o álbum favorito do Supertramp por Roger Hodgson.

Ambos os álbuns foram remasterizados em meia velocidade por Miles Showell no Abbey Road Studios, sob a supervisão da banda e do coprodutor original, Ken Scott.

“Crime Of The Century” já passou por remasterizações antes. Foi remasterizado pela primeira vez em 1999, e novamente em 2002, 2008, 2014 e 2019.

A remasterização de 2014 teve seu único relançamento expandido em 2 CDs (e um box de vinil com 3 LPs), com o único extra sendo um show de 1975 no Hammersmith Odeon.

“Crisis? What Crisis?” foi relativamente negligenciado, tendo sido remasterizado anteriormente apenas em 2003 e 2008. Ainda não recebeu uma edição expandida em CD.

Desde sua última turnê em 2011, que não contou com Hodgson, o Supertramp enfrentou uma complicada disputa judicial sobre direitos autorais. Dougie Thompson, John Helliwell e Bob Siebenberg processaram os principais compositores, Hodgson e Rick Davies, depois de pararem de receber royalties em 2021.

Davies fez um acordo extrajudicial em 2023, enquanto Hodgson venceu seu caso na justiça um ano depois. órgão e B3 (‘ninguém toca órgão assim’, diz Morrison).

Quanto a “breakfast in America”, de 1979, foi o único a recebr material extra, em, um segundo CD contendo 12 músicas ao vivo, sendo sete retiradas dasgravações ealizadas em Paris, em 1979, e cinco versões inéditas registradas no mesmo ano em um show no estádio de Wmbley, em Londres.=9

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