Mias do que uma música, uma ideia. Mais do que disseminar uma mensagem, espalhar um sentimento. Isso não é novo e norteou os caminhos de público e artistas de todos os tipos no final dos anos 60 e começo dos anos 70 principalmente nos Estados Unidos. Eram os tempos cos dos concertos antiguerra e do”flower power”, do mundo huippie.
Desde então muitos entoaram brados alertando contra o fascismo pedindo cada vez mais paz e justiça social. Só que ninguém foi mais longe do que um esforçado porto-riquenho fadado a cantar uma espécie de cumbia local arrebentar muros e derrubar amarras para afrontar os poderosos.
Ninguém foi tão lone.Bad Bunny, o nome artístico de Benito Martínez , canta um reggaeton com nuances eletrônicas e chutou as caneçlas de conservadores e fascistas ao cantar no intervalo do Super Bowl, a final do campeonato de futebol americano,
O evento mis assistido dos Estados Unidos um dos mais vistos no mundo. Cantando somente em espanhol, criticou as políticas arbitrárias do governo do nefasto Donald Trump e sua polícia fascista de imigração.
Com toda a sua simplicidade e música fraquinha, tornou-se a voz artística política mais importante do nosso tempo – e provavelmente de todos os tempos. Nenhum artista pop teve a oportunidade que ele teve – e soube aproveitar para apoiar uma outra América, aquela que prega a inclusão, a justiça social, a democracia e a solidariedade. É o artista mais ouvido do mundo em 2025 e, certamente, o mais engajado.
A banda Rage Against the Machine pode ter sido mais contundente e os bardos Bruce Springsteen, Bob Dylan e Neil Young, mais sofisticados, mas foi o garoto de Porto Rico, com sua simplicidade e imensa popularidade, que conseguiu ir mais longe, ir mais fundo, e dar o recado com uma potência inédita.
Entrou para a história ao defender os imigrantes e os latinos nos Estados Unidos, e todos agradecemos.