Na eterna disputa entre os gigantes canadenses, o trio Triumph parece que nunca terá paz. Depois de apenas uma reunião dos intehantes originais desde ‘988, o grupo anunciou que faria uma turnê de 50 anos de fundação em 2026, o que teria sido a notíi o ano no rock das Américas.
Só que os concorrentes máximos, o Rush, que estava enterrado depois da mrte do bateria Neil Peart em 2020, resolveu ressuscitar em logo em seguida anunciou a volta com uma mulher na bateria, roubando todas as atenções. “Às vezes parece perseguição”, disse o guitarrista e vocalista Rik Emmett em tom de brincadeira – é muito amigo o guitarrista do Rush, Alex Lifeson.
A “Triumph 50th Anniversary Tour” terá o April Wine, outro orgulho canadense, como atração de abertura. Um dólar de cada ingressos será revertido à SoundsUnite, instituição filantrópica que oferece educação musical gratuita em comunidades desfavorecidas.
A última reunião formação original tinha sido no Sweden Rock Festival, em 2008. No ano passado, Emmett se apresentou com su a banda na cerimônia do Grammy canadense tendo como convidado o guitarrista Phil X, que substituiu o próprio Emmett na band no fim dos anos 80.
Aind que ofuscado pela bombástica vota do Rush com a alemã Anika Nilles na bateria, o anúncio de uma turnê comemorativa de uma banda legal como o Triumph não deixa de ser uma notícia importante.
O grupo foi quase tão popular quanto os rivais canadense nos anos 80 e era muito respeitada nos Estados Unidos e Inglaterra, sendo uma das referências para o surgimento da cena de hard rock californiana da época. Além disso, tinha como grande diferencial o baterista Gil Moore, que também era vocalista.
Cinquentenário majestoso
Trio canadense de bastante sucesso, com músicas bem construídas, instrumentistas exímios e uma certa má vontade da crítica musical.
A descrição cabe bem ao Rush, mas se aplica ao seu maior rival local, o Triumph, um nome importante do hard rock setentista e oitentista, com um legado extraordinário.
A rivalidade, na verdade, ia somente até certo ponto, já que, quando o Triumph realmente estourou internacionalmente, por volta de 1980, o Rush já gigante.
Nenhuma das bandas ofuscou uma à outra, mas ficou claro, desde sempre, a superioridade do Rush, com seus quase 50 anos de careira, sendo 40 com o baterista Neil Peart.
Já o Triumph acabou em 1994, com uma breve volta da formação clássica em 2008 para alguns shows. Surgido em 1975 na onda do hard rock emergente daquela década, é possível dizer que o Triumph pegou carona no sucesso do Rush, que já preparava a sua transição de banda com som calcado no Led Zeppelin e no Queen para o rock progressivo – fato que catapultou o grupo ao estrelato.
O Triumph, por sua vez, tentou trilhou o mesmo caminho do Rush, mas com certo atraso – o que não impediu o sucesso quase instantâneo de seus dois primeiros álbuns “Triumph” (1976) e “Rock and Roll Machine” (1977).
Mesmo assim, Rik Emmett (guitarra e vocais), Gil Moore (bateria e vocis) e Mike Levine (baixo) nunca perderam o Rush de vista. Até se consideravam um grupo de “rock progressivo pesado”, uma mistura de Who com Emerson, Lake and Palmer.
O sucesso que faziam era avassalador na América do Norte, principalmente com seus dois melhores trabalhos, “Progressions of Power” (1980) e “Allied Forces” (1981). Só que, nesta mesma época, o Rush vinha de uma sequência absurda de trabalhos excelentes – “A Farewell to Kings (1977), “Hemispheres” (1978), “Permanent Waves” (1980) – até desembocar na obra-prima “Moving Pictures” (1981).
Os integrantes do Triumph admitiram que teriam mesmo de fazer o hard rock de arena, festivo, para alcançar e manter o estrelato. Foram muito bem-sucedidos, mas viam de longe o Rush se estabelecer como uma das grandes bandes do rock de todos os tempos.
Seja como for, o trio do Triumph entrou de cabeça na mania do hard rock californiano e seus excessos, ao menos nas apresentações, enquanto os álbuns dos anos 80 foram ficando cada vez mais sofisticados e intrincados, fugindo de suas características. Ganharam fãs mais novos, mas perderam os tradicionais.
As indefinições criativas acabaram causando tensão entre os amigos, até que finalmente Rik Emmett decidiu sair em outubro de 1988. Moore e Levine seguiram adiante, mas deixaram o grupo de molho até 1993, quando ressurgiram com um novo guitarrista, Phil X (Phillipe Xenidis) e lançaram o excelente “Edge of Excess”, que infelizmente passou despercebido, o que decretou o fim do trio.
Enquanto Rik Emmett construiu uma ótima carreira solo, passeando por blues, jazz e ritmos celtas, Gil Moore virou empresário e construiu o Metalworks Studios, o maior e melhor complexo musical e de gravações do Canadá por muito tempo, virando referência mundial. Mike Levine tornou-se um renomado produtor e um empresário ligado ao hóquei no gelo.