Um intelectual respeitável com um cago importante d editor da livraria-editora . Era assim que Pete Townshend chegava aos 40 anos de idade ostentando também a invejável carga profissional de ser um dos nomes mais cintilantes e 9importantes da história do rock.
Ao assumir um cargo d direção na Barnes & Noble, o guitarrista de The Who atingia um marco dentro do entretenimento: um artista de rock poderia ter um posto de intelectual e atuar como referência no mercado cultural, ao contrário do que os presunçosos e preconceituosos da elite britânica poderiam supor.
Townshend provou que que roqueiros tinham, sim, estofo para ocupar caros importantes na indústria cultural. Logo depois ouros membros da nata do rock enveredariam pelo mesmo rumo, notadamente Bob Dylan hoje um ganhador do prêmio Nobel de Literatura.
Reconhecido como um dos grandes letristas e pensadores do rock, Pete Townshend começou 1985 revigorado: sóbrio, ocupando um cargo importante na editora e livre de The Who para se dedicar à carreira solo. A banda tinha encerrado as atividades em dezembro de 1982, mas o anúncio oficial surgiu apenas em janeiro de 1984.
Foi na Barnes & Noble que o guitarrista conheceu o escritor e poeta inglês Edward “Ted” Hughes (1930-1998), intelectual prestigiado autor do livro infantil “The Iron Man”, então o mais vendido no Reino Unido em todos os tempos. Hughes foi casado com a poeta Sylvia Plath (1932-1963), outra escritora renomada e de enorme prestígio na Inglaterra.
A amizade entr os dois rendeu um frande álbum solo do guitarrista, “The Iron Man”, de 1988, um álbum conceitual com a participação de Nina Simone, John Lee Hooker e dos membros remanescentes do Who, o cantor Roger Daltrey e o baixista John Entwistle.
A banda reunida gravou as canções “Dig” e “Fire” ( esta um original de Arthur Brown), o que decretou a volta definitiva do grupo {às atividades depois de sete anos de separação.
Na editora, Townshend conheceu grandes figurões do mercado literário e essa convivência a pari dde 198 o inspirou a compor o seu melhor isco solo, “White City” – A Novel”, lançado naquele ano.
Muita gente prefere “All the Cowboys Have Chinese Eyes”, de 1982, como melhor solo de Topwnshend por conta de uns hits contidos ali. É ótimo, fruto de crises pessoais do artista no casamento, com álcool e na gestão caótica do The Who depois da morte de Keith Moo, o baterista insano, em 1978.
“White City”, conceitual, é melhor e mais substancioso, e ainda tem a colaboração de David Gilmour, guitarrista e vocalista do Pink Floyd, coautor de duas músicas, “Give Blood” e “White City Fighting”, as duas melhores. Posteriormente, fez shows com Townshend para promover o disco na Europa.
Com toques autobiográficos, White City” retrata os subúrbios decadentes e abandonados de Londres dos anos 70 e 80 pelos olhos de personagens igualmente decadentes e abandonados que vieram ali.
O impacto da forte crise econômica na época é reproduzido com fidelidade na falta de perspectiva de uma juventude oprimida e ressentida que via na violência e no protesto social uma forma d extravasar a frustração. É um verdadeiro tratado sociológico urbano.
“White City” ajudou Pete Townshend a mudar de patamar há 40 anos reforçando sua aura de intelectual do rock e das letras. Por tabela, sepultou definitivamente o preconceito de que rock era uma atividade de segunda categoria e que jamais poderia ser considerado “arte”.
E é bom lembrar que o trabalho contém o maior hit solo do guitarrista, a estupenda canção “Face the Face”, com sua leevada dançante e jazz´sitica inconfndível.