Elas dominam o blues: as mulheres que estão se destacando na atualidade

– Samantha Fish é a grande estrela da nova geração de mulheres guitarristas de blues discípulas de ases como Bonnie Ritt, Susan Tedeschi e Joanna Connor. É jovem, mas tem longa carreira fonográfica, honrando a tradição de instrumentistas prodígios nos Estados Unidos. Com fraseados curtos e certeiros, resgatou um padrão  de execução que parecia enterrada nos anos 80 com mestres como Robert Cray e Stevie Ray Vaughan, mas seu estilo está mais próximo do rock e do rhythm and blues. “Paper Doll”, seu mais recente trabalho, segue em direção a um blues mais pop e acessível, com resultados muito bons. O disco é uma delícia, variado e com arranjos bem diversificados. Álbum candidato a entrar nas listas de melhores do ano n blues mundial.

-Ally Venable é outra prodígio da guitarra que ganhou proeminência nos últimos cinco anos, incluindo o aval de Buddy Guy, com   um favou uma música; “Money and Power” é o seu melhor e mis recente trabalho, vigoroso e cheio de alternativas entre rock, blues e country music., Ainda está m busca de seu estilo e uma pegada para chamar d sua, mas exibe boa técnica e um feeling invejável. A facilidade com qu constrói riffs complicados e encontra soluções em solos bacanas é impressionante. Lembrando muito o estilo da sérvia radicada nos Estados Unidos Ana Popopvic, outra grande musicista de blues. “Money and Piwer” é um álbum interessante para quem se interessar em mergulhar no blues moderno e inspirado.

– ZZ Ward também é jovem com larga estrada nos Estados Unidos. Cantora e gaitista, resolveu voltar às raízes em “Liberation” e registrou uma quantidade legal de clássicos do blues, folk blues e country folk. É um álbum semiacústico, mas com um som de raiz pegajoso e sentimental. Como canta muito bem, consegue passar uma emoção ggenuína em canções batidas, como na maravilhosa “Grinnin’ in Your Face”m imortalizada pelo Gov’t Mule. A voz tem uma versatilidade que remete canoras como Sari Schorr e Beth Hart, embora com menos potência. “Liveration” é um, álbum e blues tradicional  música ameriana folclórica e deve agradar a alguns apreciadores de clássicos d Arlo Guthrie e Woody Guthrie.

– Laura Chávez é da nova sagra de guitarristas americanas de tradição latina-texana que tem nomes como Lance Lopez, Anthony Gomes, Tommy Castro, Alberto Castglia, Eliane Cargnelutti, Mike Zito e muitos outros. Seu blues é clássico e mistura as tradições do Texas e do sul dos Estados Unidos. Longe de ser virtuosa, mostra habilidades em riffs certeiros e solos contidos, mas eficientes. Acaba de lançar o álbum “My Voice”, mais intimista e pessoal. Muitos guitarristas de blues e blues-rock tentam impressionar o público tocando uma série vertiginosa de notas múltiplas, mas acabam não conseguindo se destacar. Laura Chavez, vencedora do prêmio BMA e radicada em San Diego, por outro lado, consegue consistentemente “dizer algo”. Simplesmente não há muitos guitarristas que se igualam ao grande Ronnie Earl e conquistam seu respeito como Chavez. … Uma verdadeira musicista de feeling, Chavez realizou muitos shows memoráveis ​​com a saudosa Candye Kane. Há vários outros em sua órbita também, incluindo Deborah Coleman, Dani Wilde, The Mannish Boys, Mike Ledbetter, Monster Mike Welch, Casey Hensley e Whitney Shay. Os fãs de guitarra blues há muito reconhecem as habilidades de Chavez como a acompanhante perfeita. Sua estreia como…

– A francesa Laura Cox é um pouco mais nova do que a sérvia Ana Poopovic e da mesma geração que a finlandesa Erja Lyytinen, mas sua pegada é mais rock, tanto que estourou anos atrás com o hit “Hard Shot Blues, qu9e é um hard rock  venenoso e pesado. “Trouble Coming” é o mais recente trabalho e é mais orientado ao rock, com a moça abusando de riffs encharcados de malandragem e solos vem construídos. Cox tem carreira consolidada na Europa continental, mas tem a difícil tarefa de encontrar espaço na Inglaterra e nos Estados Unidos. Ana Poopovic teve  a sabedoria de mergulhar no rhythm and blues mais palpável e se tornou grande nome na América. Cox está ainda presa ao rock’n1’roll e terá de disputar espaço com nativos que estão muito nà frente dela. É uma pena, porque Trouble Coming “ é um ótimo álbum de rock, mas tem blues de menos, o que pode ser um fator negativo.


– Na pátria dos guitarristas de rock e do blues, o nome mais estrelado da atualidade é o de uma veterana de voz rouca e forte apadrinhada pelo maior nome blueseiro da atualidade, que é Joe Bonamassa. 
A guitarrista inglesa Joanne Shaw Taylor, exímia instrumentista e compositora, reúne as melhores características do cenário musical inglês, que é a fusão de blue e rock, além de possuir um timbre único, o sonho de qualquer guitarrista. Depois de ano escalando a montanha, recebeu a ajuda estrondosa de Bonamassa na produção de seu álbum “The Blues Album”, uma colaboração que ajudou a musicista a subir de patamar. O mergulho profundo no blues, com a parceria com Bonamassa, foi o ponto de virada na carreira da artista inglesa: com fama e prestígio maiores, teve cacife para alçar voos maiores e experimentar novas ideias. E então começa a sentir o sotinho de ser estrela. A base é o blues, mas o horizonte aumentou bastante com a inclusão de fartos elemento de soul, country e folk e até mesmo funk, em uma mistura elegante de grandes riffs e ótimas melodias mais acessíveis, de inegáveis pinceladas pop. Foi assim com os álbuns “Nobody’s Fool”, “Heavy Soul” e agora com o recém-lançado Black & Gold”. Entre os méritos que ela acrescentou foi a de “hitmaker”: demonstra uma grande habilidade para compor músicas simples que, em muitos momentos, exalavam certa sofisticação, como é o caso do mais novo álbum, “Black & Gold”. Ela esbanja bom gosto na escolha do repertório e dos timbres de guitarra mais limpos em “Heavy Soul”. Para os puristas e fãs mais radicais, a notícia não é boa. A supervisão, mais uma vez, é do produtor Kevin Shirley, parceiro de primeira hora de Bonamassa e habitual colaborador d Iron Maiden e Dream Theater. Foi ele que que mixou as gravações e as levou para a masterização por Bob Ludwigç O resultado é orgânico excelente, sendo uma excelente amostra a canção “All The Things I Said”, uma canção soberba com um feeling magistral – é a alma da música. O mesmo é constatado no arranjo acústico/elétrico de “Hold of My Heart”, onde a voz rouca de Shaw Taylor se destaca pura e claramente. O bom gosto prevalece na captação das guitarras e nas sobreposições de suas camadas, acrescentando peso e consistência nas canções mais blueseiras e sutileza quando o folk e a soul music predominam. Joanne brilha em riffs instigantes, como em “I Gotta Stop Letting You Let Me Down”: a slide guitar (do antigo Black Crowe Audley Freed?) se destaca ainda mais na interação com as linhas de órgão que Jimmy Wallace lança. Esses ruídos também aparecem com a distinção do piano deste último em “What Are You Gonna Do Now?”, que também contrasta com as fórmulas de “Summer Love”. Quando esses cerca de quarenta e seis minutos terminam, ocorre-me a ideia de que os projetos de estúdio de Joanne Shaw Taylor

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