Como os Ramones e o movimento punk inglês mudaram o o mundo há 50 anos

Ramones (Goto? re´rodução/divulgação)

 Jornalistas britânicos costumam dizer que quase impossível achar alguém que garanta ter estado no primeiro show dos Sex Pistols, em novembro de ‘975, ao passo que conta-se aos “milhões” os que afirmam ter assistido a algum show dos Ramones em Londres em julho de 1976 na Roundhouse ou no Dingwall – fenômeno semelhante no Brasil aos qu sempre garantiram que estavam no Maracanã na final d Copa do Mundo de 1950.

Afinal, qual é o marco inicial da explosão do movimento punk pelo mundo? Os Sex Pistols já existiam, assim como outras bandas “degeneradas”, mas foi a passagem dos Rmones pela capital inglês que abriu as portas do inferno e transformou a vida musical da Europa Ocidental com o estopim da revolta jovem.

O movimento punk, enfim, tomava forma e corpo há 50 anos e seria considerado o momento mais violento e agressivo de quebra d paradigmas estéticos e artísticos nas artes destelado do mundo. E tudo só podia ter ganhado volume e crescido tanto na Inglaterra devido ao contexto socioeconômico, político e cultural.

Gênese da rebeldia

O guitarrista Pete Townshend, de The Who, afirmava que o temo punk – delinquente, em uma tradução livre do termo britânico – já era usado em 1964 para descrever os jovens envolvidos em brigas de gangues em Londres e n cidade de Brighton em 1964 – eram os mods contra os rockers, situação retratada no álbum “Quaropheia”, do Who, de 1973, e que virou filme em 1979.

Pelo comportamento grosseiro e antagonismo aos Beatles, os Rolling Stones foram chamados de delinquentes e punks. Em 1968, na letra de      Street Fighting Man”, maravilhosa canção da banda, o vocalista Mick Jagger já vociferava: “O que pode fazer um rapaz pobre  não ser cantar em uma banda de rock?” Quer coisa mais punk do que isso?

Nos Estados Unidos, no mesmo ano, com os assassinatos de líderes dos movimentos civis, confrontos racistas e protestos contra a Guerra do Vietnã.

 Surgiram bandas violentas com som agressivo que acabaram, direta ou indiretamente, envolvidas com partidos e movimentos políticos e sociais. MC5 e The Stooges são consideradas as primeiras bandas punks da história, mas tiveram vida curta. Na Inglaterra, The Who chegou a ter o nome associado à gênese punk, assim como Tge Troggs, mas a coisa não evoluiu.

Fala você mesmo

A falta de condições técnicas e financeiras, em todos os sentidos forjou uma cena inusitada em Nova York em ‘973. Querendo tocar, mas sem encontrar espaço, moleques sem a menor habilidade começaram a toar para valer do jeito que dava em porões e prédios abandonados, em salas de apartamentos populares apertados e em bares decadentes próximos a regiões degradadas da cidade. Foi assim que nasceram Ramones e New York Dolls e, mais tarde, Blondie, Television, Richard Helll and the Voivods e outros nomes.

Essas bandas já eram punks, mas sem saberem. Estavam criando uma cena em torno de um bar sujo, o CBGB, mas não era um movimento, pois não havia uma unidade temática, manifesto ou qualquer coisa que pudesse agregar algum vlor, exceto pelo fato de serem aristas iniciantes, pouco habilidosos e de fazer um som agressivo, como os Ramones fazia0m.

Por isso o movimento teria de nascer na Inglaterra acossada o crise econômica severa desde ‘970 e às votas com o terrorismo do grupo IRA, que queria a reunificação entre República da Irlanda e Irlanda do Norte.

Politicamente, o Partido Trabalhista não ofereci soluções viáveis para altíssimo desemprego entre os jovens, totalmente sem perspectivas de obter emprego ou alguma renda. A desindustrialização estava aumentando e os programas sociais de auxílio eram insuficientes.

O que sobrava? Ir a jogos e futebol brigar e beber até morrer em festas clandestinas nos imóveis abandonados na periferia d cidade ou perto do porto de Londres. Foram nestas festas que os jovens perceberam que poderiam fazer a sua música tosca, violenta e ríspido, que em nada guardava semelhança com o que tocava nas emissoras de rádio, que ia de um pop inofensivo a um rock progressivo cabeçudo distante da realidade deles.

Todos já eram punks, mas precisavam que alguém lhes dissesse isso e que podiam ocar sem saber tocar. E os Ramones foram o veículo que lhes permitiu isso com os shows de julho de 1976: música rápida, agressiva, violenta e incisiva, que não dava tempo para pensar e respirar.

Então era isso! O mundo virava de cabeça para baixo com músicas pesas e agressivas que falavam de amor, mas também de pobreza, de falta de tudo e de perspectivas em todos os sentidos,  Tudo penas com uma única ou duas notas ou acordes.

Os Sex Pistols, criados em uma loja de roupas por um comerciante, Malcolm McLaren, entraram de forma marginal na festa, mas se ornaram o símbolo do movimento punk por serem violentos, ultrajantes e incômodos, foram aristas como The Clash, The Damned, Stiff Little Fingers, Sham 69, Buzzxxkes que deram a formatação necessária para eu o movimento punk ganhasse cara de movimento, mesmo sem manifesto direto e claro.

Os Ramones acenderam o fogo, e a música e a arte do Ocidente jamais foram as mesmas. Faz 50 anos que ocorreu o último e importante movimento revolucionário na música e nas artes. A ordem era destruir e queimar, e os punks fizeram

Compartilhe...