É preciso coragem p
ara desconstruir um clássico do rock logo em seu primeiro single, e isso uma época em que o funil para ganhar algum destaque no cenário internacional. Fi isso o que fez a banda canadense indie Cowboy Junkies nos anos 90 ao gravar “Sweet Jane”, de Lou Reed.
Seu primeiro disco, “Trinity Sessions”, se tornou uma referência em uma espécie de country sofisticado underground, fugindo do folk e da música country tradicional com arranjos semiacústicos melancólico e abordando temas inusitados e sem relação com o gênero tradicional americano.
Criado pela família Timmins e ancorado pela voz angelical de 9Mrgot, os Cowboy Junkins se mantiveram de forma deliberada uma posição intermediária entre o alternativo e as paraa de sucesso. Neste século, foram alguns hiatos quebrados por lançamentos pontuais sem fugir muito da proposta inicial. É a produção mais recente d banda o foco de nova coletânea que está nas plataformas digitais.
“ Open to Beauty – The Best of 21st Century” é uma é uma espécie de coleção transparente amarela de 3 LPs e 2 CDs com músicas de seus álbuns do século XXI até o momento.
A coletânea “Best Of” revisita faixas selecionadas dos álbuns “Open”, “One Soul Now”, “Early 21st Century Blues”, “At The End of Paths Taken”, “Renmin Park”, “Demons, Sing In My Meadow”, “The Wilderness”, “All That Reckoning”, “Songs of the Recollection” e Such Ferocious Beauty”.
Embora a banda tenha se aproximado do mundo pop, o grupo também incorporou elementos do jazz e do blues tradicional, sempre abordando temas de forma melancólica e até pesada, mas sem cair m qualquer fundo de poço – a maravilhosa interpretação de Margot Timmins não deixa.
Alguns críticos americanos insistem em classificar a banda como rock rural, como se houvesse alguma correspondência com o bluegrass – ou mesmo com artistas brasileiros que eventualmente transitam pelo subgênero. . Os Cowboys Junkies são uma banda de folk e country music e se orgulham, de suas raízes;
Não é um tipo de som que agradará a maior pare do público. Exige paciência e atenção a detalhes, além de boa dose de compreensão do contexto em que a maioria das composições surgiu. Sem concessões o mercado americano, investe e em uma sonoridade única na na combinação de guitarras, violões e guitarras semiacústicas.
É som para ouvir no fim de tarde no alpendre do sítio ou da chácara, degustando uma tábua de frios e um conhaque de boa safra – ou cerveja escura artesanal do tipo stout ou porter. Um som sofisticado requer um ambiente bacana para apreciar boa música.