Um jovem inglês conhece um grupo de brasileiros em um parque de Londres. Uma das moças era uma cantora famosa no Brasil, mas desconhecida para ele. Fazem amizade e ele recebe o convite para visitar São Paulo. Ele aceita e chega ao Brasil sem falar português. Fica hospedado a casa de Rita Lee, a tal cantora, e um ano depois está morando no Rio de Janeiro e casado com uma brasileira.
Richard Court está há 54 anos no Brasil e foi responsável por alguns dos maiores sucessosfonográficos de nossa indústria, o LP “Voo do Coração”, de 1983.
Ritchie fala português melhor do que a maioria dos brasileiros e se revelou um dos compositores mais competentes do nosso pop rock.
Portanto números avassaladores de sucesso, o álbum é considerado um dos mais importantes de nosso rock e está sendo relançado agora pelo cantor em uma versão atualizada, e com a ajuda de um amigo de peso, o guitarrista inglês Steve Hackett, ex-Gebesis, que também participou do LP original. Hackett tem forte ligação com o Brasil, já fi casado com uma brasileira.
“Menina Veneno” ainda é uma das canções mais emblemáticas do rock dos anos 80, reconhecível nas primeiras botas e que foi por muitos anos recordista de vendas. Depois de 43 anos de seu lançamento, é impossível ão reconhecer a sua perfeição pop em termos d lera e melodia.
Em março de 2026, quando o guitarrista passou pelo Brasil na turnê comemorativa The Best of Genesis, Ritchie decidiu aproveitar a oportunidade e chamar Hackett para colaborar em nova versão de “Voo do Coração”.
Segundo Ritchie declarou ao site da revista Roling Stone Brasil, a nova versão de “Menina Veneno” foi gravada em três estúdios profissionais, bem distantes entre si: “”Minha banda gravou a base em São Paulo, com direção musical de Eron Guarnieri, no estúdio de Renato Galozzi, nosso coprodutor. As guitarras do Steve foram registradas por Ben Fenner, num estúdio em Londres”, explica.
Apesar de ser uma regravação, o cantor ressalta que há diferenças nas frases musicais da música original e da nova versão: “Steve Hackett optou por levar as linhas de guitarra por outro caminho, usando slide no solo central, e construindo frases melódicas evolutivas no improviso estendido do final da canção”.