Ameaçado de morte, Bruce Springsteem lidea a resistência contra Trump e o fascismo

Bruce Springsteen – Foto: Divulgação

No álbum “Letter To You”, o seu melhor trabalho neste século,  o guitarrista e cantor Bruce Springsteen desfilou uma série de canções de rara sensibilidade valorizando a importância dos relacionamentos e as pequenas coisas da vida., É uma obra delicada, que requereu a mesma ourivesaria necessária para cunhar coisas lindas como “Nebraska” e a contundente coleção de temas “Born in USA”.

Patrimônio da música americana e da humanidade, Springsteen não merece ser ameaçado de morte diariamente por sua militância contra o fascismo  a desvalorização dos direitos humanos em seu país. Aos 76 anos, é um ferrenho adversário do presidente fascista e autocrata Donald Trump, um gângster que tomou de assalto o governo norte-americano pela segunda vez.

Foram vários os relatos de ameaças nas últimas semanas, segundo o cantor contou em entrevistas, com uma sensível piora a partir do momento em que seu nome foi anunciado no elenco do festival “Power to the People”, organizado por Tom Morello (ex-Rge Against the Machibe). O festival será realizado no segundo semestre na cidade de Columbia e reunirá artistas que fazem oposição a Trump e seu nefasto governo.

Morello, notório ativista de esquerda e progressisa, está acostumado com ameaçs e teytivas de intimidação também pela posura combativa do Rage Against the Machine. No caso de Springsteen, um dos gigantes da música e do rock, a situação é mais dramática, pois sua atuação e postura política nunca o levaram a extremos.

Ao se ornar alvo do extremismo político fascista, Springsteen passa a ser um indivíduo marcado pelo ódio e intolerância, requerendo doses extras de segurança, o que deve acontecer com todos os artistas do “Power to the People”.

A extrema polarização política é algo muito benéfico, ao contrário do que pregam contemporizadores e apaziguadores – aqueles que vivem vomitando a necessidade de diálogo. Não existe conversa com fascista, nem a menor possibilidade de compreensão para com essa gente nojenta. Para esse tipo de escória, o mesmo remédio que pleiteiam para os adversários: isolamento, banimento e todo o tipo de neutralizazção possível.

A polarização é necessária para que os inimigos possam ser identificados com clareza e estroçados em nome da decência política e da preservação d democracia.

Atacar gente como Bruce Springsteen é atentar contra a cidadania e a democracia. É atentar contra quem realmente luta pelo progresso e pelo verdadeiro e saudável diálogo construtivo. E justamente envolve no Sprigsteen, uma das cabeças mais privilegiadas do mundo do entretenimento, uma pessoa moderada e inteligente.

Não é a primeira vez, contudo que Springstee arai a ira dos conservadores. Em 1984, saboreando o imenso sucesso do disco e “Born in USA” e da faixa-título, protestou contra a campanha do presidente e candidato à reeleição republicano Ronald Reagan, que utilizou as canções de forma ufanista sem autorização.

Além disso, distorceu completamente o sentido da obra, que valorizava a força e a resiliência do trabalhador americano contra as adversidades, exatamente o oposto do conceito ideológico do nefasto Reagan e seus acólitos. Ele recebeu muitas ameaças, mas nada tão grave quanto agora, 42 anos depois.

Se o cantor e guitarrista de Nova Jersey atraiu a ira do fascismo e está sendo ameaçado, vítima do ódio crescente nos Estados Unidos, também se tornou um símbolo de resistência e de luta contra o autoritarismo e opressão. Irá representar as forças do bem no festival “Power to the People”, como todos os outros escalados.

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