Na aposta em clássicos infalíveis, os Beatles sempre resgatam aqueles que que são insuperáveis: as coletâneas vermelha e azul editadas no começo dos anos 70 logo após a separação. Originalmente dois LPs duplos, o formato foi mantido em CDs duplos, mas em 2010 virou uma única caixa com os dois volumes e quatro CDs.
É esse último formato que volta ao streaming em nova versão, remixado e remasterizado. Quer dizer, falar em novo formato é modo de dizer, já que não há novidade alguma. Entretanto, maratonar pelos quatro volumes é uma delícia sem tamanho peço que de mais relevante gravou a melhor banda de rock de todos tempos.
Dão incontáveis as coletâneas e compilações do quarto de Liverpool, mas todas tomam com base os dois LPs duplos intitulados “The Beatles 1962-1966” (vermelho) e “The Beatles 1967-1970” (azul).
A organização dos trabalhos foi muito feliz em conseguir distinguir as duas fases da banda, bem definidas, e reunir as músicas mais importantes e sucessos ao mesmo tempo.
A ressaca da separação da banda durou muito tempo e nm os ex-integrantes imaginavam a torrente de problemas que se seguiriam. E jamais imaginaram o tremendo sucesso quase eterno que as duas coletâneas fariam naquela década de 70 e nas décadas seguintes. Paul McCartney, baixista e vocalista, chegou a dizer que era necessária uma estratégia para que os Beatles jamais fossem esquecidos…
Críticos musicais sempre apontaram a compilação “A Collection Oldies… But Goldies”, de 1966 (relançada no começo deste ano), como a melhor porta de entrada para conhecer a mágica trajetória dos Beatles. Obviamente, por conta de seu ano de lançamento, é restrita. As coletâneas vermelha e azul são obrigatórias e fundamentais para o mergulho na obra da banda.
Por ser uma coletânea organizada de forma cronológica, é possível analisar a rápida evolução artística dos Beatles – de uma banda básica de rock com letras inocentes à vanguarda do pop como grupo experimental, inovador, além de extremamente criativo.