Um nome, duas bandas, o pop perfeito e uma história turbulenta que inspirou filme e seriado. O Fleetwood Mac tem uma das trajetórias mais fascinantes do rock e virou referência histórica de música pop de altíssima prateleira, ao lado de Tears For Fears e INXS, ente outros.“Greatest Hits” é uma coletânea das mais vendidas de todos os tempos, representando o melhor da segunda fase da então banda anglo-americana. Do blues inglês dos anos 60 ao pop sofisticado da década seguinte, o Fleetwood Mac construiu uma carreira imensa que perdura por mais de 60 anos.
Essa compilação importante está sendo reeditada agora com uim CD extra com mais alguma canções dos anos 70 e também de álbuns mais recentes, melhorando o que já era bom.
Surgida por volta de 1967 em Londres, na Inglaterra, Fleetwwod Mac era uma banda de blues puro integrada por Peter Green e Danny Kirwan e Peter Green , guitarristas, Mick Fleetwood bateria) e John McVive (baixo). Durou apena três ano e se desintegrou.
A banda ressurgiu em 1972 com McVie e Fleetwood em 1972. Christibe Perfect, cantora e tecladista, casada com o baixista, entrou no grupo, assim como o casal americano de cantores Lindsay Buckingham e Stevie Nicks.. A partir de 1975, virou uma banda gigante por dez anos embalados por sucessos como “Don’t Stop”, entre outros.
Lançada pela Warner em 1988 para aproveitar o sucesso de “Tango in the Night”, está sendo relançada em uma edição de luxo. Além da infinidade de grandes sucessos como “Rhiannon”, “Go Your Own Way”, “Dreams”, “Don’t Stop”, “Tusk”, “Gypsy”, “Little Lies” e “Everywhere” .
Há também clássicos como as faixas inéditas à época, “As Long As You Follow” e “No Questions Asked” — o conjunto agora inclui um disco bônus com 10 músicas da mesma época e formação; três delas constavam em certas prensagens em CD da coletânea original, e as demais incluem “Landslide”, “The Chain” e a única exceção cronológica: a versão ao vivo de “Silver Springs”, extraída do álbum ao vivo de 1997, “The Dance”.
Em pouco mais de uma década, entre 1975 e 1987, o Fleetwood Mac reinventou-se radicalmente, passando de uma banda de blues britânica cultuada a um fenômeno do pop/rock que conquistou o mundo.
É claro que muitos sabem que, após o sucesso relativo do álbum homônimo de 1975, a banda enfrentou conflitos pessoais intensos — notadamente o fim dos casamentos de Fleetwood e dos McVie, bem como do relacionamento entre Buckingham e Nicks — e criou “Rumours” (1977), um álbum que emplacou quatro sucessos no Top 10 dos EUA e vendeu dezenas de milhões de cópias.
A banda reuniu-se diversas vezes no final dos anos 70 e nos anos 80, mesmo enquanto as carreiras solo de Buckingham, Nicks e Christine McVie começavam a deslanchar; esse capítulo encerrou-se quando Buckingham deixou o grupo após o lançamento de “Tango in the Night”, em 1987.
O grupo seguiu em frente com várias formações — as duas faixas novas aqui trazem Fleetwood, os McVies, Nicks e os guitarristas Rick Vito (solo) e Billy Burnette (base) —, mas o quinteto se reuniu novamente para turnês em 1997-1998 e 2014-2018.
Apesar de estar inativo há quase quatro anos — Buckingham foi afastado novamente em 2018 (substituído por Mike Campbell, do Tom Petty & The Heartbreakers, e pelo vocalista do Crowded House, Neil Finn) e Christine McVie faleceu em 2022 —, é curioso como parece que o Fleetwood Mac nunca foi embora. O álbum “Rumours” raramente saiu da parada Billboard 200 nos últimos meses; no momento em que este texto é escrito, ele cumpre sua 688ª semana total na lista, ocupando a 23ª posição.
A música “Dreams” viralizou durante a pandemia de COVID-19 depois que o criador de conteúdo do TikTok Nathan Apodaca filmou a si mesmo indo de skate para o trabalho, dublando a canção e bebendo um suco de cranberry da marca Ocean Spray.
A performance de “Silver Springs” no álbum “The Dance” viraliza frequentemente graças à presença avassaladora de Nicks no vídeo ao vivo, cantando sobre a dor da rejeição diretamente para o ex-parceiro que inspirou a composição.
O álbum “Buckingham Nicks” — da dupla homônima e há muito fora de catálogo —, que chamou a atenção do Fleetwood Mac para eles, foi relançado no ano passado (estreando em CD) e vendeu exponencialmente mais do que em seu lançamento original, chegando muito perto de entrar no Top 10 nos Estados Unidos. (Buckingham chegou a sugerir que o clima entre a dupla — frequentemente afastada — estava mais ameno do que os fãs poderiam imaginar.)