Uma das poucas coisas verídicas, retratadas com fidelidade, no filme “Bohenuan Rhapsdoy”,sobre o Queen e seu vocalista, Freddie Mercury – que rendeu Oscar de melhor ator para Rami Malek – é a descriçãodos mom,entos que antecederam a apresentação da banda no Live Aid, no estádop de Wembley, em Londres, no dia 13 de julho de 1985.
O fulminante concerto do quarteto foi unânime considerado o mais melhor e mais impactante do festival beneficente que ocorreu dos dois lados do oceano Atlântico. Mercury, seguro e esfuziante, cantou como se estivesse enfrentando uma luta pela própria sobrevivência.
Havia anos a banda era cobrada por um show tão devastador quanto os que fazia nos anos 70. Uma versão ao vivo com guitarras e acelerada de “We Will Rock You”, cntida no álbum gravado ao vivo “live Killers”, foi considerada por um jornalista japonês como a música mais pesada de todos os tempos.
A força e a fúria do Queen ao vivo pode sr revista e revisitada agora nos relamçamentos da maioria dos discos gravados em shows pela banda de forma oficial.
As obras já estão nos serviços de streaming e nas lojas virtuais de CD. Até o momento foram relançados “Live Killers”, “Live at Wembley”, “Live at the Rainbow”, em versão expandida, “Queen Rock Montreal”e “On Fire – Live to the Bowl”.
É o que de melhor o quarteto conseguiu registrar nos palcos, com trechos generosos disponibilizados no YouTube. Só Rolling Stones, Led Zeppelin e The Who conseguiam ombrear o Queen em energia e vitalidade no palco – talvez o Deep Purple em seu auge, no começo dos anos 70.
Dos discos relançados, possivelmente “Live Killers”, o primeiro e principal álbum ao vivo da banda, mereça alguma ressalva por conta de correções posteriores realizadas em estúdio, o que irrita muitos puristas até hoje.
A banda sempre silenciou sobre o assunto, mas o fato ´o áudio captado é poderosos, e mostra o Queen do fim dos anos 70 afiado para enfrentar a disco music e o movimento punk.
“Live at Wembley” pe importante porque tem um dos últimos shows do grupo. Eles não sabiam, mas seria a derradeira turnê com Freddie Mercury naquele ano de 1986, já que o cantor sabia que estava com Aids e que teria de enfrentar longo tratamento de saúde.
“Live at the Rainbow” é maravilhoso pois captura a banda no venerável teatro londrino em dois shows do ano de 1974, quando o som era puro hard rock setentista.
O Queen fazia rock pesado e incomodava- era o período em que o quarteto se preparava para entrar em estúdio para gravar “A Night at the Opera”, um dos melhores discos de todos os tempos.
Essencialmente uma banda de palco, o Queen forjou algumas das páginas mais edificantes do rock ao vivo na história. Os cinco álbuns relançados são fundamentais para entender a dinâmica do quarteto e demonstrar a sua qualidade como banda de rock de primeira linha.