– O baixista Felipe Andreoli recentemente afirmou que queria o vocalista Alíorio Netto no angra em 2013, quando da daísa de Edu Falaschi – e o próprio Alirio disse crta vez que isso quase aconteceu. Finalmente o cantor assume os vocais da banda 13 anos depois evidenciando o acerto da escolha do substituto do italiano Fabio Lione. No clipe/simngle ao vivo de “Make Believe”, registrado ao vivo no festival Porão do Rock, Alírio está tão à vontade e empolgado que parece estar no angra há anos. É um alento enorme para um conjunto que esteve flertando com o fim recentemente.
– A melhor banda de rock da atualidade no Brasil continua crescento e soltando canções cada vez melhores e contundentes. O Black Pantera lançou “horus”, a segunda amostra do próximo álbum, “Continental”. É um manifesto antirracista – mais um – ainda mais potente – do que os anteriores, com uma letra corrosiva sobre como os negros precisam se virar para encarar atitudes e frases racistas do dia a dia. Musicalmente, o heavy metal moderno, com timbragem e afinações mais baixas, entra no lugar do hard core e demonstra uma evolução absurda em termos melódicos. “Horus” é uma das melhores canções do ano.
– Headspawn é um nome poderoso da cena pesada brasileira e prova isso no EP “Samsara”, uma das coisas mais impactantes do rock nacional deste ano. Se o Ready to Be Hated e o Troops of Doom parecem, hesitantes, com longos hiatos, o espaço na música extrema e muito pesada está prestes a ser ocupado. O grupo atingiu um equilíbrio elogiável entre heavy metal tradicional, metal extremo e doom metal. É um prazer escutar os timbres gigantes e estrondosos de “Dura Mater” e na intensa “Creatures”. “Entretanto, é na violenta “Hives of Ghouls” que a banda Headspawn escancara as suas credenciais, onde as guitarras ferozes e os vocais demolidores conferem um ambiente apocalíptico aliados a um tema poderoso e relevante. É am melhor do trabalho. Merece destaque também a versatilidade da canção que fecha o trabalho, “Sleep”, que tem uma atmosfera ameaçadora e abrasiva. “Martydom” é tensa mesmo sendo parcialmente semiacústica, com violões que lembram alguma das melhores passagens do Sepultura mais recente e Biohazard. É tudo o que o Five Finger Death Punch não conseguiu em su mais novo álbum. Dificilmente n]ao estará em lista dos melhores do ano.