A idade chegou e a da[ide está cobrando caro pelos de excessos e esbórnia. O baixista inglês Glenn Hughes, que completou 75 anos há algum tempo, confirmou que está se despedindo dos shows por questões médicas depois de faze a sua turnê mundial do adeus, que passou pelo Brasil.
O músico precisará passar por uma cirurgia no coração, o que fez com que ele cancelasse todos os shows marcados e se afastasse por tempo indeterminado das apresentações ao vivo. Em comunicado nas redes sociais, foi dito:
O comunixDO OFICIAL FOU BLUBLICADO BS REDES SOCIAI: “No último ano, tive alguns problemas de saúde. Os resultados de diversas ressonâncias magnéticas, tomografias computadorizadas e um ecocardiograma alertaram minha equipe médica de que preciso de outra cirurgia de coração aberto. Realmente não tenho outra opção, pois a saúde é minha prioridade número um. Sou grato por ter sido escolhido para viver uma vida plena com o dom da música… Obrigado por caminharem ao meu lado.””
Sóbrio desde 1992, quando passou por severo tratamento de reabilitação, Hughes se tornou um dos músicos ingleses mais ativos desde então, mantendo carreira solo paralela a vários projetos, como Dead Daisies, Black Country Communion e California Breed.
Começou a tocar profissionalmente de 1967, com apenas 16 anos, e logo formou o trio de hard rock Trapeze no ano seguinte. Entrou para o Deep Purple ao final de 1973. Quatro anos depois, começava uma acidentada, mas ótima carreira solo.
A partir dos anos 80 entrou em lima espiral descendente por causa do abuso de drogas e álcool, mas conseguiu fazer coisas interessantes, como a parceria com o guitarrista Pat Thrall, uma com Gary Moore e integrar o Black Sabbath oir quase um ano e meio e o projeto Phenomena.
Elogiado como baixista, tem na verdade a voz como maior trunfo, reconhecido com um dos gigantes de todos os tempos como cantor, ao lado de mestres como Ronnie James Dio, Ian Gillan (Deep Purple), Rob Halford (Judas Priest) e Robert Plant (ex-Led Zeppelin).
Sua extensão vocal é impressionante, a ponto de Stevie Wonder o considerar seu cantor favorito no rock, o que é um reconhecimento e tanto. Sua interpretação de “MIstreated”, do Deep Purple, é devastadora, assim como a de “See That My Grave Is Keot Clean”, clássico do blues de Blind Lemon Jefferson, e “Things Ain’t Loke They Used to Be”, uma parceria com a a banda Niacin.
De todos os craques da voz com mais 70 anos e que brilharam desde os anos 70, Hughes era o que melhor cantava e mantinha a voz quase íntegra, assim como Rob Halford. É um profissional a ser mirado e admirado. Pelo que fez e ainda consegue produzir, mesmo que agora só em estúdio.