Morre Frank Beard, a usina de energia do ZZ Top

Formação clássica do ZZ Top? Franl Beard (esq.), Billy Gibbons (centro) e Dusti Hill (Foto: divulgação)

O guitarrista e vocalista Billy Gibbons está só. O companheiro de uma vida Frank Beard, o baterista do maravilhoso trio Z Top, morreu nesta terça-feira (18) aos 77 anos em su rancho no Texas, nos Estados Unidos. Doente há anos, ainda conseguia tocar por alguns peíodos, mas teve de se afastar em 2 de agosto da atual turnê por questões de saúde não especificadas. No comunicado oficial da família nas redes sociais, as causas da morte não foram reveladas.

O ZZ Top já tinha sofrido muito com a morte de Dusty Hill, baixista e vocalista, em 2021, aos 72 ano, depois de longa enfermidade també, não revelada. O trio  Gibbons, Hill e Beard tocou junto por 35nanos e gravou alguns dos álbuns mais legais do blues rock, tornando-se uma banda gigante no mundo.

Beard tinha problemas de saúde desde 2024 e precisou se afastar algumas vezes de showa. Tocou na atual turnê mundial até 2 de agosto, mas teve de sair temporariamente novamente. O substituto, Michael Monahan, está confirmado até o final da turnê, em meados de 2027.

Dois shows nos Estados Unidos precisaram ser cancelados, com a retomada da turnê no dia 22 de agosto. Por enquanto, os shows no Brasil neste semestre estão mantidos.

Considerado o “Charlie Watts” (Rolling Stones, 1941-2021), Beard era preciso e seguro como raramente se via no rock. Era uma usina sonora que segurava tudo no poderoso som do ZZ Top.

Nunca quis aderir às longas barbas que os companheiros assumiram nos anos 80, e compensou isso com um visual sóbrio e com uma postura reservada, mas cordia., Odiava dar entrevistas, mas se orgulhava do groove pessoal que imprimia às composições da banda.

Entre os admiradores estava o conterrâneo texano Chris Layton, da banda Double Trouble, que acompanhava Stevie Ray Vaughan. “Frank Beard pode sr considerado um sinônimo de precisão no ritmo. Ele nunca erra e consegue deixar as coisas tão ‘redondas’ que chega a irritar. Não dá para imaginar o ZZ Top sem ele, disse em uma entrevista para revista de blues norte-americana.

Seu legado para a música é imensa e será lembrado como uma locomotiva imparável, mas segura e constante, dentro de um gênero musical marcado peça energia e pelo poder da percussão.

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