Devemos agradecer ao rock clássico pela sobrevivência do gênero? Sim, e de forma categórica. Não é por outro motivo que o Rush voltou aos palcos depois de dez anos com uma baterista no lugar de Neil Peart, morto em 2020.
É comovente ver Rush, o esforço do AC/DC., a empolgação de Paul McCartney, a força do Iron Maiden,a resiliência de Nazareth, Rolling Stones e Deep Purple, entre outros, trazem a paz e a urgência de quem carrega várias gerações. O rock ainda existe graças a esse s nomes gigantes.
É nos palcos que o rock continua vivo, sendo que os clássicos é quem movem multidões, seja no exterior, seja no Brasil – Titãs, Ira!, Barão Vermelho, Capital Inicial, Paralamas do Sucesso e outros veteranos são os aristas que fazem o rock ser lembrado neste país ainda hoje.
Apostar em clássicos ainda é a salvação ou pode acirrar a derrocada? Depende do ponto de vista. As portas precisam estar abertas para a novas gerações venham, mas é preciso que queiram ocupar esses espaços, ou então teremos de suportar AC/DC e Rush nos palcos até os 100 anos. Será esses o futuro do rock?
Talvez seja uma crise geracional ou uma tendência natural por conta de uma pulverização/multiplicação d interesses para uma geração jovem que não lida bem com a ansiedade. O fato, entretanto,, é que o rock não soube lidar direito com as transformações do mercado neste século.
Por mais que muitos defendam que o rock voltou ao tamanho que deveria ter, não dá para aceitar passivamente a perda d relevância do gênero e esperar que os artistas octogenários segurem tod a a carga que interesse de uma m´sica que já foi sinônimo de juventude e contestação. Mick Jagger, cantor dos Rolling Stones, não pode continuar como a referência milenar do rock. Ele continuará sendo o futuro do rock?
É muito legal ver o o comprometimento do Iron Maiden nos palcos e a devoção dos fãs, mas o prazo de validade está acabando, assim como o do AC/DC. Dificilmente o Rush cgea ao fim da década em sua volta. Quem terá estofo para ocupar o espaço