A grande virad do rock completa 60 anos

São várias as teorias que costumam estabelecer os anos da segunda metade da década de 960 como os mais importantes da música com os mais variados critérios. Até livros já foram escritos defendendo que ora 1969 é o mais prolífico, ora 1967 é o mais edificante e por aí vai. Pouco vão notar que 1066 foi o ano da virada, principalmente no rock inglês, quando a música deixou de ser inocente e evoluiu para uma sofisticação pop assombrosa.

Foi o ano que sedimentou as bases para as obras-primas que seriam lançadas nos três anos seguintes, a começar pelo maravilhoso “Revolver”, dos Beatles, que colocou a banda de Liverpool na vanguarda de tudo.

– Foi o ano da virada para os Beatles e para o rock, em geral. Cansados d vida na estrada e ansioso para explorar mais a possibilidades e estúdio, s quatro músicos ensaiaram as mudanças nos singles “Paperback Writer” e “We Can Work It Out”, mais complexos e com arranjos diferentes, além e abordarem temas mais diversos. O ano culminaria com “Revolver”, até então o seu melhor álbum e muito distante do anterior, “Rubber Soul, que já indicava que muitas novidades viriam. “Revolver” é extraordinário, com canções melódicas e fortes, além de ter letras e temas qu expandiriam, os horizontes dos músicos. As explorações em estúdio foram, importantes para os resultados finais de músicas como “Taxman”, d George Harrison, e coisas  bacanas como “I’m Only Sleeping”, de John Lennon. Paul McCartney apareceu com a magnífica Got to Get You Into My Lifge” e seu precioso naipe de metais, enquanto a banda mergulhava fundo no rock progressivo em “Tomorrow Neever Knows -sim, o primeiro rock progressivo da história. Com “Revolver”, o rock ficava muito sério e seria encarado como arte de verdade a partir de então.

– A concorrência com os Beatles er psada, mas os Rolling Stones mantiveram a disputa acirrada e controlada, mas dpois que o sucesso mundial “Stisfaction” exigiu mais atenção  e foco, um c quinteto de blues mis sujo da Inglaterra precisou elevar o nove, Sorte que o vocalista Mick Jagger, que era o líder de fato, percebeu que bater de frente com os amigos Beatls e com a sensação americana Beach Boys poderia er traumático. A solução era reforçar o que os Stpones realmente eram> uma banda de blues que mergulhava no rock e fazia um som visceral, mas sem grandes aspirações de produzir canções memoráveis. Deu certo e a banda lançou singles excelentes em 1966, além do álbum “Between the Bottoms”, um clássico em que a banda experimenta um pouco mais e consegue obter bons resultados com um blues um pouco mais sofisticado e pesado. Assim como os Beatles, os Stones dariam uma paraa de três anos nos shows para se concentrar em composições e na estratégia de evolução sonora que desembocaria em 1969 nos melhores discos que seriam produzidos pela banda nos anos seguintes.

– Para os americanos dos Beach Boys, 1966 oi um ano de virada, mas não necessariamente positiva para o futuro deles. Na acirrada competição criativa com os Beatles, o nível sempre esteve muito alto, e também decidiram dar uma parada para ficar no estúdio e ver oque o gênio Brian Wilson, que cantava e tocava piano e guitarra, poderia produzir. Era o compositor e mentor intelectual de um conjunto pop marcado pelas harmonias vocais e por melodias impossíveis. “God Only Knows”, o single daquele ano, mostrava qu estava afiado e que o novo trabalho da banda demoliria os concorrentes nas paradas. De fato, “Pet Sounds” apareceu e dominou as aradas, além de encana a crítica. Era suave, mas, ao mesmo tempo, denso e enigmático, com belas harmonias e riffs fortes marcados pelo piano e pela guitarra acústica. Um dos mais belos trabalhos do rock. O problema para Wilson é que logo depois veio “Revolveer”, dos Beatles, avassalador em sua trajetória. Deu um nó na cabeça de Wilson, que se incumbiu a missão de superar o novo trabalho dos ingleses. Estava criando “Smile” quando os Beatles lançaram “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”. Sentindo que não poderá superr, aquilo, o americano jogou a toalha, passou por uma crise criativa e fortes problemas emocionais que o tiraram de combate até os anos 70.

– The Kinks seria a banda concorrente natural dos Beatles no reino Unido por conta de sua inegável veia pop e traço inconfundível de atração tipicamente inglesa – fato que atrasou a sua explosão nos Estados Unidos, pois era “inglesa demais”. Ray Davies, guitarrista, vocalista e principal compositor, tinhha  habilidade d unir ironia, sarcasmo e malícia nas mesma frase, enquanto usava o blues para compor melodias grudentas em hits estupendos, como “Waterloo Sunset”, “You Really Got Me e Where Have All the good Times Gone”, entre outros. De oho na concorrência, via surgir com ferocidade The Who e o amadurecimento de Yardbirds e Animals e então Dvies passou a buscar outro vsminhos. Transformou os Kinks em uma banda pop por ecele}encia,. Capaz de produzir pérolas como “Lola” e “Till the End of the Day”. O ano de 1966 foi o do amadurecimento do quarteto. “Face to Face”, o álbum daquele ano. É de transição, reunindo alguns compactos menos famosos e canções mais simples. Era a preparação para os petardos que viriam nos anos seguintes.

– Os Yardbirds começaram 19066 em alta e terminaram em uma ressaca que prenunciou o fim. O guitarrista solo Jeff Beck se consolidava como o grande herdeiro de Eric Clapton e se tornava o “guitar hero” do Reino Unido antes d chegada de Jimi Hendrix a Londres no final daquele ano. Como banda de compactos, desprezava os LPs e caminhava para manter a fama de banda de blues por excelência, algo que os Stones estavam abandonando. A turbulência começa em meados do ano, quando o baixista Paul Samwell-Smith briga com todo mundo, exausto do mundo do rock. Jimmy Page, amigo de Beck, finalmente aceita entrar como baixista, mas logo troca de instrumento com Chrs D reja. Com a dupla Beck e Page nas guitarras, os Yardbirds ficam poderosos, mas por pouco tempo, já que Beck também se indispõe com todos e sai antes fo fim do ano. Era o começo do fim, que viria em fevereiro de 1968.

– The Who er a força em expansão em 1966, mas aind visto como um grupo de moleques barulhentos que eram. Poucos prestavam realmente a atenção nas músicas e letrs do guitarrista Pete Townshend, o principal compositor. S preocupações juvenis e adolescente inda estavam presentes, ms a fase de “My Generation”, por maior sucesso, estava ficando para trás.  “Substitute” começava a sua escalada nas paradas com sua irritante simplicidade e complexidade temática. The Who também se descolava do mundo mod e enveredava para o rock mais complexo e adulto, principalmente quando o segundo álbum foi editado, “ “A Quick One”, com um punhado de música diferentes com estruturas diferentes, que incluía um protótipo de ópera-rock, a faixa-título, que nada mais era do que uma colagem de trechos de músicas diferentes que, em princípio, pouco fazia sentido. Er gênese de “The Who Sell Out”, do ano seguinte, e de “Tommy”, a ópera-rock ded 1969. O quarteto furioso de Londres amadureceu rápido e se tornou uma fora relevante no rock britânico da época.

= Small Faces mal tinha dois anos de existência em, 1966 e carregava o peso de ser a principal atração da Immediate Rcords. O mais velho tinha 19 anos e isso teve sérias consequências para que o grupo seguisse em frente. Em 166, no entanto, tudo era alegria e um single a cada dois meses mostrava que Small Faces tinha enorme potencial, principalmente depois do megahit “All or Nothing” na voz esganiçada e potente do guitarrista Steve Marriott. Entretanto a decisão errada de demorar a abraçar a psicodelia decretou o destino do conjunto, que implodiu em 1969 para dar lugar a The Faces e Humble Pie.

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