Houve um tempo em que a busca por inovações e “criação” de novos subgêneros transformou o rock em uma espécie de “Olimpíada” musical: Os ingleses do Venom para serem os satânicos e blasfemos; bandas americanas de hard rock se esforçavam para ser a mais sacana e libidinosa, enquanto os thrashers da Califórnia competiam para ver quem era o mais podre e pesado. E o guitarrista sueco Yngwie Malmsteen liderava a disputa de instrumentista mais veloz d mundo
Eram os nos 80 de muita criatividade e audácia, que acabaram premiando uma improvável banda sueca em uma área em que o Black Sabbath reinava uase sozinho.: o som verdadeiramente pesado, daqueles de colocar medo e fazer tremer qualquer edificação. O quinteto Candlemass decidiu inverter ordem das coisas e desacelerou tudo, distorcendo o mais distorcido que podia e aumentando o volume até as aias da surdez. E então surgiu o doom metal.
A banda nada mais fez do que explorar todas as possibilidades em torno da canção “Black Sabbath – tétrica, assustadora, pesada e genial. 0Para o cérebro da banda, o baixista Leif Efling, era o maior orgulho ser considerado o “motor da banda mais pesada do mundo” – foram inúmeras as enquetes em que o Candlemass “ganhou” o título.
Ao longo de 45 anos e inúmeras formações e hiatos, o Candlmass desfilou o que havia de mais apavorantes e sombrios sons das trevas, seja com o o vocalista Messiah Marcolin, seja como americano Robert Lowe nos vocais. Tudo sempre muito soturno, pesado aterrorizante
P mais recente lançamento é um álbum duplo ao vivo – mais um, dirão alguns, a julgar pela profusão de lançamentos do tipo feito pela banda. “Tritonus Nights” captura a banda em shows mais diretos e cus enfocando dois momentos distintos e dois discos importantes na história do heavy metal.
T”ritonus Nights” registra performances completas de músicas dos álbuns “Epicus Doomicus Metallicus” e “Nightfall”, gravadas no histórico Södra Teatern, em Estocolmo, capital da Suécia.
Acompanhado de um livreto de 12 páginas, este lançamento celebra o legado de 45 anos da banda.
Os shows aconteceram em novembro de 2021, marcando o 35º aniversário de ambos os álbuns. A formação — Lars Johansson (guitarra), Mats “Mappe” Björkman (guitarra), Leif Edling (baixo), Janne Lindh (bateria) e o vocalista original Johan Längquist — apresentou interpretações diferentes do que os fãs estavam acostumados de clássicos mais do doom metal.
Um destaque especial foi a inclusão de “Battlecry”, uma rara faixa pré-Epicus raramente tocada ao vivo — um verdadeiro presente para os fãs de longa data. O concerto representou uma enorme homenagem à própria história do Candlemass, que se equipara ao Heavy Load como a banda mais importante dos primórdios do som pesado na Suécia.
O áudio foi gravado e mixado profissionalmente, com masterização feita por Patrick Engel no Temple of Disharmony, garantindo que as performances soassem poderosas, atmosféricas e fiéis ao legado monumental da banda.
Disc 1: Epicus Doomicus Metallicus, Live At Södra Teatern
1. Solitude (06:50)
2. Demon’s Gate (09:42)
3. Crystal Ball (06:58)
4. Black Stone Wielder (08:29)
5. Under the Oak (07:00)
6. A Sorcerer’s Pledge (12:06)
Disc 2: Nightfall, Live At Södra Teatern
1. The Well of Souls (08:37)
2. Codex Gigas (02:17)
3. At the Gallow’s End (05:57)
4. Samarithan (06:39)
5. Dark Are the Veils of Death (05:33)
6. Battlecry (08:25)
7. Mourner’s Lament (07:10)
8. Bewitched (07:30)