Alexia Loren, uma nova voz independente no rock nacional

Alexia Loren (Foto: divulgação)

Durante décadas, gravadoras e patrocinadores foram praticamente o único caminho para artistas viabilizarem projetos musicais. Hoje, o avanço da economia dos criadores vem mudando essa lógica e permitindo que músicos independentes financiem suas carreiras de forma autônoma. No Dia Mundial do Rock, celebrado em 13 de julho, a trajetória da cantora Alexia Loren ilustra essa transformação.
 

Após conquistar independência financeira como criadora de conteúdo na Privacy, maior plataforma de monetização de conteúdo do Brasil, Alexia passou a investir na carreira como cantora solo em 2025, direcionando os recursos para a produção de seu primeiro álbum autoral, que ainda está em desenvolvimento. Até o momento, a artista lançou dois singles e se prepara para o terceiro lançamento. Um dos destaques do projeto é a música “Raça Humana”, gravada com participação especial de Paulo Xisto, baixista do Sepultura, uma das maiores referências do metal brasileiro no cenário internacional.
 

Sem depender de gravadoras ou investidores, a artista passou a conduzir todas as etapas da carreira de forma independente, desde a produção musical até a realização de videoclipes e novos projetos.
 

Para Alexia, esse novo cenário amplia as possibilidades para artistas que desejam viver da própria música. “A liberdade financeira me deu liberdade para criar. Hoje consigo investir nos meus sonhos sem esperar que alguém abra portas para mim. Eu mesma construo esse caminho”.
 

O álbum, que ainda está em produção, aborda temas como liberdade, identidade e quebra de tabus, conceitos que, para ela, fazem parte da própria essência do rock. “O rock não morreu. O filho do rock and roll cresceu. Ele continua se reinventando, porque a liberdade sempre fez parte da história do gênero”.
 

Liberdade também dentro do rock
 

Alexia acredita que, embora o rock tenha nascido como um movimento de ruptura, ainda existe resistência quando mulheres ocupam esse espaço de forma livre e sem seguir padrões tradicionais.
 

Segundo ela, parte das críticas recebidas ao longo da carreira revela uma contradição dentro do próprio universo do gênero. “Vejo muita gente criticando mulheres por se sexualizarem no rock. Eu respondo: o Axl Rose tocava de cueca. O rock and roll é liberdade. Se você está preso julgando o corpo de uma mulher, não entendeu nada sobre o que o rock representa”.
  Essa percepção surgiu da própria experiência como cantora. No início da carreira, Alexia acreditava que precisava adotar uma postura mais agressiva para conquistar respeito em um ambiente predominantemente masculino. A visão mudou ao assistir a uma apresentação da cantora Pitty. “Percebi que não precisava abrir mão da delicadeza para ocupar esse espaço. Você pode subir no palco sendo quem você é”.

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