Monkees, Kiss e Menudo compartilham dois traços distintos em suas trajetórias: foram bem-sucedidos fenômenos de marketing musical e atraíram o [ódio de parte considerável do público por conta de seu sucesso e seu suposto “artificialismo” e que suportava suposta armação.
Monkees e Menudo eram mesmo armações, e o Kiss, uma banda d verdade absirvida por esquemas milionários capitaneados pelos próprios integrantes.
O sucesso imenso nos anos 70 atraiu inveja e ressentimento por parte de apreciadores de rock que gostavam de atrações mais “sérias” e supostamente respeitáveis. Não passava de inveja mesmo.
O kiss fazia um rock quase infantil, inofensivo, alegre e rebelde na medida certa para irritar, mas não muito, pais e autoridades, mas o suficiente para encantar turbas ensandecidas de adolescentes que tinham is quatro músicos mascarados como heróis.
Os americanos do Manowar eram a contrapartida mais pesada, dentro do heavy metal, do Kiss. Igualmente inofensivo, encarnava a saga de super heróis medievais dos filmes de “Conan, o Bárbaro”, encarnado pelo fisiculturista austríaco Arnold Schwarzenegger, que virou ator profissional e governador da Califórnia, nos Estados Unidos.
Nem o próprio Manowar se leva a sério, por mais que tenha gravado dois ou três [álbuns nos anos 80 que possam ser considerados interessantes. Nunca passaram nem perto dos primeiros escalões do rock pesado em 50 anos de carreira – ainda está na ativa -, mas nunca passou nem perto dos primeiros escalões do rock pesado.
Curiosamente, parte do público levou a sério a estética tosca e juvenil do Manowar em sua caracteriza~]ao ridícula nos palcos e em foto de um mundo idílico de batalhas medievais evocando Conan, o Bárbaro.
Mais do que isso, passaram a devotar ódio por causa dos seguidores do grupo, que formam verdadeira seita pelo mundo pelo fervor e devoção, por mais que não sejam numerosos. Inacreditavelmente, desde os anos 80 o Manowar atrai amor de ódio quase comprável ao que acontece com Rush, Oasis e Nirvana.
Nas vezes em que as ondas reaparecem, volta e meia a questão Manowar reaparece do noda, como agora, em discussões inúteis na internet a respeito dos mérito (ou falta de ) do quarteto norte-americano de heavy metal. Essa paixão pelo Manowar se justifica, a ponto de suscitar ódio a uma banda que não tem e nunca teve tamanho e relevância para isso?
Da mesma forma que Ronnie James Dio (1942-2010) era criticado por seus contos de fata violentos – e o Yes por suas fábulas de outro mundo -, o Manowar sempre foi ridicularizado por seus “hinos de batalha” (nome de um de eus álbuns) e a idealização de um mundo medieval épico.
O grito de guerra “morte ao falso metal” sempre deixava tido mais patético, uma fazia parte do pacote, na brincadeira de que todos eram uma irmandade pronta para dominar o mundo – e que venham as ameaças de morte a quem falar de mal, como se fosse o time do coração, mesmo que esteja em fase péssima e na segunda divisão.
Tem gente que leva o Manowar a séio e devota paixão como o beatlemanpiaco faz? Provavelmente sim, da mesma forma que os membros de fãs-clubes de Kiss e Iron Maiden acham que essas bandas são as melhores de todos os tempos.
Entretanto, a história vai se encarregar de colocar o Manowar em seu devido lugar: uma caricatura de banda de rock pesado, que tem seu séquito, mas que nunca passou disso, uma caricatura que tem algum respeito, mas nada mais do que isso.