Angine di Poitrine é mais um candidato a futuro do rock

Roqueiros conservadores sempre torceram o nariz para o King Crimson e outras bandas de rock progressivo por conta de um suposto “excesso de experimentalismo”. A mistura de vanguarda erudita, jazz e rock desestruturado criaram novas paisagens sonoras

O experimentalismo evoluiu para todos os lados e esquisitices, e ganhou variações, entre elas uma coisa meio absurda chamada math rock, relativo a canções regidas por conceitos matemáticos, por assim dizer.

Foi essa estranheza que surgiu em torno de bandas diferentonas como Animal as Leaders, com seu líder, o guitarrista Tosn Abasi, tocando uma guitarra de oito cordas, e o TessereacT. É música que precisa de muita atenção, com mil detalhes e paletas coloridas.

Esse tipo de som dissonante , instrumental, difícil e que rquer muita atenção tem uma nova banda queridinha na atualidade: um duo canadense da província de Québec chmado de Angine di Poitrine, que toca vestido de palhaços e fazemn um som instrumental na maior parte do tempo com referências sonoras do rock experimental dos anos 70 e 90. É diferente e vanguardista, mesmo que não seja agraadável em um primeiro momento. É muito estranho.

No momento em que o duo lança o segundo EP, “Vol. II”, os elogios vieram de lugares tão díspares quando Dave Grohl, guitarrista e vocalista do Foo Fighters, e Milje Portnoy, baterista do Dream Theater. Para eles, Angine di Poitrine é a melhor banda de rck da atualidade e a única que faz algo inovador e diferente.

Com identidades secretas, Kim di Poitrine (baixo, guitarra e alguns efeitos vocais) e Klek di Poitrine (bateria) enchem as canções de arranjos eletrônicos com alusões à disco music  e uma coisa chamada acid technom, seja lá o que isso seja. Kim toca uma guitarra de dois braços – o de cima é uma guitarra-baixo que pode ter oito cordas; o segundo braço é de um baixo mais comum, digamos assim.

A banda, formada em 2019, já está escalada para turnês mundiais e festivais de rock e de música experimental e tem o desafio de garantir que seu som pode ser considerado, de verdade, um dos futuros da musica pop.

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