Para quem acha que política mão deve ser misturada com política, então passe longe do trabalho de artistas engajados como Kneecap, FBC, Punho de Mahin e coisas ais antigas, como The Clash, Bad Brains e muitas das bandas punk dos anos 70, além, [é claro, de Rage Against the Machine, a banda de protesto por excelência.
O nome do momento em termos de engajamento musical e ativismo político é Kneecap, grupo da Irlanda do Norte que mistura hip hop e rock com fúri pixão, com elementos de Beastie Boys e Rage Agains the Machine.
Cantam em inglês e em gaélico (também conhecido como irlandês antigo, uma língua praticamente morta). Suas letras abordam causas sociais e ataques às desigualdades sociais.
O mais recente trabalho é “Fenina”, com letras tirando para todos os lados e abordado um tema tabu, a possibilidade de reunificação das Irlanda do Norte com a vizinha República da Irlanda.
Kneecap provocou a fúria dos conservadores britânicos e até do governo trabalhista do Reino Unido ao defender a causa palestina e denunciar o genocídio da população da Fiaxa de Gaza.
Foi boicotado pela emissora BBC durante a transmissão de seu show em um festival e está ameaçado de processo por conta de uma lei absurda que criminaliza críticas a Israel sob a alegação de antissemitismo. É a banda equivalente ao Rage Against the Machine da atual geração.
Ainda sem a mesma contundência, no Brasil a voz forte na crítica social e na denúncia de graves problemas é do rapper mineiro FBC, que mergulhou no rock em seu mais recente trabalho, “Ronco da Cuíca”, baseado em algumas músicas do músico João Bosco.
Com muita guitarra e riffs engenhosos, o rapper mineiro utilizou uito sarcasmo e ironia para bater na corrupção e na fisiologia dos políticos brasileiros nada comprometidos com os eleitores. Rapidamente está se tornando o nome mais forte de da música engahada essa geração.
O equivalente o rock em nossas terras é banda punk paulista Punho de Mahin, que colocou no mercado neste ano o poderoso álbum “Entre a Penitência e a Ruptura”.
Tem muita crítica social, mas a banda projeta um futuro mais esperançoso, om ideias para mitigar as mazelas sociais e a luta contra os fascistas e os depredadores de imagens e reputações. Ba maioria das canções, a banda relembra o tempo todo o passivo social e econômico que perpetua a pobreza.
Enquanto esses artistas buscam consolidar suas trajetórias como músicos engajados, continuemos bradando “Fogo nos Racistas”, como prega o trio mineiro de heavy metal Black Pantera, que lançou neste ano um trabalho ao vivo gravado em 20235 no Circo Voador, no Rio de Janeiro.
Com dez anos de carreira, é a principal banda do rock nacional da atualidade em todos os sentidos. A contundência e a agressividade são tão fortes que assustam os conservadores, que acusam o trio de estimular a violência ao investir contra os racistas – cmo se o próprio racismo não não fosse uma violência inominável.
Ficamos na expectativa da chegada do novo trabalho da banda carioca Dorsal Atlântica, que promete muita crítica social e contundência na linha dos dois últimos álbuns, “Canudos” e “Pandemia”.