Os novos álbuns de Rolling Stone e Deep Purple são as melhores notícias que o rock poderia receber no dia em que se comemora o seu dia internacional, por mais que data só seja comemorada no Brasil. As duas veteranas bandas ressurgem em um momento em que o rock está em baixa e suplantado por ouros gêneros musicais.
Não se trata dde considerar as duas bandas como salvadora de um rock que precisa recuperar algo perdido. Trata-se de louvar a vitalidade do gênero que resiste há quase 80 anos e que se tornou a maior representação da cultura jovem no período.
“Foreign Tingues”, do Rolling Stones, é ainda melhor do que o anterior, “Hackney Diamonds”, de 2023 – quase uma continuação – e registra a descontração e o vigor dos Stones, que se divertiram no estúdio e brincam d e fazer rock.
“Solat!”, do Deep Purple, por sua vez, apresenta muitas das virtude do álbum anterior, só que com mais urgência e peso. Depois de anos sem lançamentos, a banda surgiu com o excelente “Now What?” em 2193 e enfileirou uma sequência de ótimos trabalhos. O recém-lançado pode ser considerado o melhor e mais nstigane.
São dois discos que indicam um ano abençoado com ótimos trabalhos em quse todo os subgêneros .
No metal mais extremo, tivemos ótimas surpresas, como Exodus e Testament, e o Anthrax promete algo bastante interessante no álbum que será lançado no final do ano. No rock progressivo, Advent Horizon e magenta aparecem com os melhores trabalhos que já editaram.
O rock clássico reaparece com Peter Frampton em uma obra quase instrumental de muito bom gosto, revivendo seus melhores momentos dos anos 70. Há espalho até mesmo para o jazz rock, com a guitarrista norueguesa Hedvig Mollestadd, em álbnum inspirado em Miles Davis.
No rock brasileiro, a força do gênero está no underground, com as novas obras de Punho de Mahin, um punk rock com uma força política contestatória incontestável, e no instigante trabalho da banda paulista Naimaculada. E ainda estamos esperando os esperados novos álbuns de Papangu e Black Pantera.
O metal nacional produziu discos históricos como os de Edu Falaschi, encerrando uma trilogia conceitual, de Andria Busic, o primeiro solo do baixista e vocalista do Dr. Sin, e novidades de bandas não incensadas como Lufeh e Epitaph.
Não tenhamos a ilusão d que o rock um dia recuperará o espaço que já ocupou. Rap e hip hop, assim como o moderno rhythm and blues, dominam corações e mentes da juventude mundial atual. Até mesmo a onda coreana e a música eletrônica predominam em muitas paradas de sucesso;
O rock é o novo blues, ou seja, é música de nicho nestes tempos? Que seja, já que ainda segue emocionando e causando notícia, como o terremoto “Foreign Tongues”, dos Stones. Ainda é possível se emocionar nos estádios cheios com concertos de Titãs, Barão Vermelho, Jota Quest e Iron Maiden. Como se diz em vários locais do Brasil, tem que respeitar.
São tempos difíceis, em que o rock perdeu o protagonismo social, político e artístico, mas ainda é possível se empolgar com a atuação política de Bruce Springsteen e Tom Morello, (Rage Against the Machinbe), além de Serj Tankian, do System of a Dawn, entre muitos outros. Eles nos envaidecem e nos orgulham mantendo a contestação e a agressividade de um gênero rebelde por natureza.