O melhor rock progressivo do Brasil hoje é feito no Nordeste – e, de qualidade tão alta, vem ganhando elogios no exterior e tendo uma banda paraibana entre as melhores do mundo, segundo críticos musicais europeus.
Os paraibanos da Papangu saboreiam o sucesso do show na recente edição do Lollapalooza Brasil, com um reconhecimento poucas vezes visto em relação ao rock neste evento de cunho “alternativo”. A mistura de rock, jazz,. MPB e música regional está levando o experimentalismo a um novo público, tnto no Brasil como no exterior.
“Calado, o novo single, é uma amostra do álbum “Celestial”, o terceiro, que será lançado no segundo semestre, mas que tem músicas inseridas de surpresa nos shows da banda. Se os álbuns “Holoceno” e “Lampião-Rei” exibiam uma banda instigante e surpreende, com músicas ótimas, a nova canção indica que o álbum do segundo semestre irá além do que estamos acostumados. “Calado” é a melhor coisa que a banda já fez.
Em, recente entrevista ao podcast/cideocast “Alt Cast”, apresentado pelo jornalista Mauricio Gaia (integrante do Combate Rock) e pelo guitarrista José Antonio Algodoal (guitarrista da banda Pon Ups), três integrantes contaram como foi o processo de composição de “Celestial” e os conceitos que usam, para dar um formato único à banda Papangu.
Com sólida formação musical e universitária, o sexteto exibe credenciai robustas par citar como influências King Crimson, Mahavishnu Orchestra, Miles Davis e até banda francesa progressiva Magma, além de Hermeto Paschoal e Sivuca. 9 as referências literárias passam or nomes como Arino Suassuna e nomes consagrados da literatura nordestina.
Duas canções podem resumir, de forma precipitada, o som da Papangu> a pesadíssima “Boitaá”, com vocais guturais de metal extremo, e a viajante e progressiva “Bacia ds Almas”, que estão recheadas de arranjos bem brasileiros.
Papangu é a banda que faz a música mais provocadora/provocativa da atualidade com seu experimentalismo e misturas inusitadas. Com forte visão social, a banda ainda alia conceitos de engajamento e ativismo em rol de uma sociedade menos desigual – esse é um dos temas abordados em “Celestial”, além dos 0impactos nocivos da inteligência artificial em nosso cotidiano e na produção artística.