Breves relatos de grandes show: Robert Plant, Dream Theather e Korn

Robert Plant (Foto: divulgação)

– Sim, houve dois ou três idiotas que gritaram “Led Zeppelin” querendo ouvir um som antigo da banda inglesa. Imediatamente foram repreendidos sem a necessidade de violência. Um deles tentou encarar e brigar, mas um safanão foi suficiente, e o show de Robert Plant transcorreu sem incidentes no Ibirapuera, em São Paul, no C6 Fest. E foi ótimo vê-lo em forma em sua encarnação folk. Sua interpretação é mágica e cativante, e inspira nobres sentimentos. A aura de Led Zeppelin esteve resete, as o ambiente era outro, assim como o contexto. Plant encarnou o bardo – ou menestrel, como queiram – e horou suas tradições britânicas, imprimindo imenso respeito a canções carregadas de história e emoção. Ele até fez concessões ao incluir quatro músicas da ex-banda, mas do seu jeito: ”Ramble On” ficou maravilhosa; ‘Four Sticks”, nem tanto. “Friends” deixou todo mundo com água na boca e “Rock and Roll” lavoua alma e todos no final. E teve até versão para uma música muito legal de Neil Young. Foi uma apresentação divina. ( Depoimento de Henrique Neal)

– Mão foi um show normal e todos os presentes sabiam que seria bem diferente. O que ninguém contava é que seria ,uito diferente a ponto de causar euforia e estranheza na mesma proporção. Ainda assim o Dream Theater ganhou o público paulistano que foi ao Vibra esperando o velho desfile de clássicos de sempre. Nenhum deles apareceu, e fora, bem, substituídos. Com a imensa competência, tocaram na íntegra o último disco, “Parasomnia, do ano passado, e fecharam o show com “A Chanfg of Seasons”, música a maravilhosa de 25 minutos que foi lançada em EP em 1995 para celebrar a entrada de um novo ciclo. E ainda teve “Peruvian Skies”, entremeada por trechos de clássicos do rock e do metal. “Night Terror” e “Midight Messiah”, do novo álbum soaram muito pesadas e “Bend the Clock” foi o o ponto mais emocionante da noite. (depoimento de Eduardo Gomes Ferreira)

– O show é sempre o mesmo, mas o vocalista Jomathan Dvis não importa com o comentário. O nu metal morreu há algum empo, mas Korn e Linkn Park se recusam a morrer. Enchendo um estádio como o antigo Alliaz Parque (já tem novo nome?), o Korn mostrou qu o rock aind tem muita força no Brasil, palco preferido – e lucrativo de bandas clássicas de todos os matizes, de Titãs a Iron Maiden. O so é o mesmo, assim como a competência e agradar a uma plateia que queria ser agradada. Foi um greatest hits de mais de 30 anos de careira em volume altíssimo e muita transpiração. A melhor banda de sua geração entregou um grande show e manteve o rock pesado vivíssimo. (Depoimento de Silvo Cesar)

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