Errático, indeciso, precipitado, intempestivo… o guitarrista inglês Jeff Beck era tudo isso em 1074 e não se acertava, estando bem atá dos concorrentes em relação à fama, mas não em prestígio.
Entretanto, bastou encontrar ocara certo para se endireitar e se tornar, de fato, o que sempre foi: um gênio, o maior instrumentista da história do rock – Jimi Hendrix não conta, pois, assim como Pelé, era um extraterrestre.
Foi o produtor George Martin, dos Beatles, que o incentivou a trocar o hard rock do trio Beck, Bogert and Appice pelo jazz rock e escrever uma das páginas mais interessantes da música ocidental – a ponto de se tornar um mito eterno.
“Blow by Blow”, o disco instrumental de 1975 e primeira incursão ao jazz, é uma obra-prima, mas foi o disco seguinte, “Wired!, que completa 50 anos de seu lançamento, que consolida a nova fase e o transforma em lenda da guitarra. É o ponto definitivo da virada na carreira de Beck, tão importante quanto o disco anterior.
“Blow by Nlow” era tão ousado e inovador que poucos entenderam imediato o que estava acontecendo. Não aceitaram a desconstrução de She’s a Woman”, dos Beatles, e estranharam como uma elegia à beleza como “’Cause We’ve Ended as Lovers”, de Stevie Wonder, se transformou em uma peça quase erudita.
Em “Wired”, Jeff Beck avançou e redefiniu um clássico, “Goodbye Porky Pie Hat”, de Carkes Mingus, que virou outra música. Sua guitarra nesta música é sublime. Brinca com as notas na mágica “Led Boots”, do veterano parceio tecladista Max Middleton.
O mesmo pode ser dito em relação a “Blue Wind”, de Jan Hammer, e da quatro composições de Narada Michael Walden, pequenas peças variada de rock e blues que ganharam ouvida com os toques mágico e perfeitos do guitarrista inglês. George martin brilha de novo como p mestre condutor d e uma obra máxima.
O portão averto com “Blow by Blow e “Wired” é uma vitória sobre a teimosia de Beck, que finalmente trilhava caminhos seguros para ganhar lugar entre os grandes até o sucesso colossal de “Flash”, de 1984, puxado por uma versão emocionante de um clássico da soul music, “People Get Ready”, cantada pelo antigo parceiro Rod Stewart – a canção é uma canção original de Curti s Mayfield.
Era o fim de um pesadelo d indefinições QIE VINHA DESDE 1966, QUANDO O JOVEN Beck abandonara os Yardbirds em plea turnê americana, deixando Jimmy Page sozinho na guitarra. No ano seguinte criou o Jeff Beck Group, um combo de blues rock com Rod Stewart nos vocais. Dois anos depois, mudou tudo e tocou todo mundo para se dedicar à soul music e funk atpe que o hard rock entrou em cena em 1972com o Beck, Bogert & Appice – que durou aoenas um ano e meio.
O encontro com George Martin foi fundamental para redefinir seus rumos e fazer com que as músicas ganhassem força na carreira solo instrumental. “Wired” finalmente fz de Jeff Beck um gigante com uma ajudinha de amigos como Martin e John McLaughlin, da Mahavishnu Orchestra.