Coletânea reivista trabalho mais moderno do Savoy Brown

O guitarrista inglês Eric Clapton já era o “deus” do instrumento, mas passava por um período depressivo no final dos anos 60 com o fracassos relativo de suas bandas Cream e Blind Faith.

Era uma época em que costumava ir a shows das bandas Tem Years After e Savoy Brown. “Eu ficava impressionado com a paixão com que os guitarristas Alvin Lee e Kim Simmonds tocavam”, disse anos depois sobre os dois músicos.

Kim Simmnds (1947-2022) sempre foi o esteio que segurou o Savoy Brown por quase 60 anos d atividade ininterrupta e é considerado um dos músicos mais injustiçado do rock e o blues. O sucesso de sua banda foi bastante eclipsado por outras bandas, mas isso nunca o afetou. Seu amor pelo Savcoy Brown era incondicional, fosse qual fosse o tamanho do palco e do público.

Simmonds e a banda estão sendo homenageados novamente com um lançamento que pretende mostrar o panorama do Savoy Brown além do período em que teve o seu auge, que foi de 1968 a 1978.

“Too Much of a Good Thing: Savoy Brown Collection 1992-2007 “  mostra um dos renascimno do grupo, que ecuperara a inspiração e engatava uma sequência de álbuns interessantes mesclando o maispuro blues com um som maismoderno baseado empe naguitarra sanguínea   e incandescente de Kim Simmonds.

  Pelo menos desde 1980, o guitarrista Kim Simmonds e qualquer grupo de músicos contratados que ele decida chamar de Savoy Brown vêm tocando um “boogie rock” ruim, típico do final dos anos 70, disfarçado de blues. Não importa se é uma composição original ou ua versão.

 Simmonds e o Savoy Brown soam diferentes ​​em praticamente todas as faixas desta coletânea, que abrange o período de 1992 a 2007. E sua forma de tocar, embora competente, é apenas um reflexo da imagem de “deus da guitarra” dos anos 70.

Basta ouvir sua versão — ao estilo de Robin Trower — do clássico “Monday Morning Blues”, de Lowell Fulsom; tanto o autor original quanto Trower (um verdadeiro “bluesman” elétrico) deveriam se sentir ofendidos.

 Nas mãos de Simmonds, a música transforma-se em um blues genérico, psicodélico e carregado no pedal wah-wah, com um toque de *soul* de fachada, assim como ocorre em sua interpretação de a brilhante “That’s All I Want Baby”, de Willie Dixon; ele esvazia a música de toda a sua essência de Chicago e a substitui por uma grosseria típica de motoqueiros.

Suas próprias composições, que compõem quase todo o disco, saem-se ainda pior. As letras não têm qualquer engenhosidade — algo que a tradição do blues nos legou como parte de sua estrutura fundamental —, a estrutura de 12 compassos soa arrastada e pesada e, quando Simmonds faz algo incomum, o timbre é tão estridente (especialmente ao ouvir com fones de ouvido) que se torna literalmente insuportável.

Com exceção dos fãs ardorosos que frequentam a infinidade de bares de estrada onde o Savoy Brown toca neste século XXI, esta coletânea não é apenas desinteressante; é completamente desnecessária.

As amostras seguem um padrão distinto do que o Savoy Brown fez em sua primeira fase, só que representam um trabalho digno e eficiente de blues rock bem característico dos britânicos. Uma justa e decente homenagem – mais uma – a um guitarrista e uma banda subestimados.

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