Como The Police sobreviveu ao punk para se tornar um gigante do rock

Imagem: montagem sobre foto de divulgação


 Atravessar a tormenta punk incólume e sem se importar com a dominação da disco music até a consagração mundial. A trajetória da banda The Police impressiona em todos os seus detalhes mesmo em análises após 50 anos de sua criação. Como foi possível sobreviver e superar a devasta]ao punk?

Insistência, perseverança, paciência, teimosia e resiliência explicam, em parte, a equação que poupou The Police dois ataques punks e projetou o grupo para o olimpo do pop rock nos anos 80.O sucesso mesmo só veio em 1981 com o ótimo álbum “Ghost in the Machibe”, de 9181, mas a estrutura estava toda pronta graças aos três discos anteriores, recheados de músicas de apelo pop inegável. A resiliência passa muito pela chegada do guitarrista Andy Summes, que substitui Henry Padovani em 1977 – The Police foi um quarteto, com duas guitarras, por muito pouco tempo.

Summers é um sobrevivente do rock e trabalhou duro até chegar ao estrelato com quase 40 anos de idade. Amigo de Eric Clapton e Jimi Hendrix, passou por bandas como Soft Machine e Eric Burdon &b The Animals. Um encontro casual com Sting moldou definitivamente o soim do grupo.

Sting, o apelido do baixista e vocalista Gordon Sumner, criara o grupo com o baterista americano Stewart Copeland, que ficou encantado com a performance do baixista Last Newcastle, Inglaterra, em meados de 1976. No final daquele ano se juntaram para tocar ao lado do guitarrista Henry Padiovani.

A chegada de um estilista como Summers deu novo alento ao grupo, agora um trio. O guitarrista conseguia traduzir em vários matizes a paleta colorida e sonora das canções de Sting, o principal compositor. Era uma coisa próxima do pop perfeito, que Fleetwood Mac, Blondie e Tears For Fears alcançariam em algum momento de suas carreiras.

O flerte com o punk foi furtivo, baseado principalmente na adição do reggae em canções como “So Lonely” e “I Can’t Stand Losing You”, ára não façlar de “Roxanne”. Assim como o maravilhoso The Jam, The Police era um corpo estranho no punk e passou ao largo da autossabotagem e autodestruição do movimento musical.

Com o acento pop perfeito e músicas dançáveis e prontas para tocar no rádio, o trio foi crescendo exponencialmente até estourar definitivamente em 1981 com a canção “Everything She Does Is Magic”, embalada por riffs de guitarra poderosos e uma base criativa feita por teclados sem excesso. É uma canção do disco “Ghost in the Machine”, que ofereceu também “Invisible Sun”, uma canção mais sombria e politizada, mas que também estourou nas emissoras de rádio.

Fpi p álbum que colocou a banda nos holofotes e pavimentou a dominação mundial que viria com “Sinchronicity”, o álbum de 1983 que colocaria o trio no topo ao lado de U2, Dire Straits e as banda de hard rock que estourariam em 1984.

Ironicamente, este LP seria o epitáfio do Police mesmo sendo o seu maior sucesso. As tensões internas se tornariam insuportáveis e Sting avisara que sairia da banda antes mesmo da turbe mundial de promoção do trabalho. No começo de 1984 a banda não existia mais.

Dois anos depois, Sting seria convencido a regravar Don’t Stand So Close to Me”, originalmente um reggae básico, para uma coletânea da banda. Os três se reuniram e modernizaram a canção. Só voltariam a tocar juntos 21 anos depois em uma turnê de reunião.

Com tenacidade e inteligência, The Police enfrentou o movimento punk e absorveu o que esse movimento tinha de melhor e mais revolucionário para buscar o pop perfeito. Atingiu o seu objetivo e se tornou um fenômeno do rock e uma das bandas mais importantes de todos os tempos.

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